Uma esteticista de Jaraguá do Sul, está sendo investigada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) após denúncias de possíveis irregularidades em procedimentos estéticos que resultaram em graves lesões na pele da modelo Karim Kamada, de 51 anos.
Segundo a denúncia, Karim teria feito sessões de aplicação com caneta pressurizada, usadas para tratar celulites, que evoluíram para lesões necrosadas no bumbum e nas coxas. A modelo pagou R$ 880 pelo procedimento.
A investigação vai apurar atuação sem alvará, condições precárias de higiene e o uso de equipamentos sem habilitação. A promotora Rafaela Póvoas Cardozo Lehmann, da 9ª Promotoria de Justiça da comarca, determinou diligências para verificar a regularização do espaço, a documentação dos equipamentos e possíveis responsabilidades na cadeia de fornecimento.
A Vigilância Sanitária interditou o local em julho, mas a profissional teria continuado a atuar, provocando nova fiscalização em setembro. A esteticista se pronunciou apenas por meio de advogada, que informou que a defesa só falará em juízo.
Karim vive há três meses com fortes dores, em uso de antibióticos e acompanhamento médico, após duas cirurgias para tratar as complicações. Ela relatou que as sessões começaram em maio, duas vezes por semana, e que, mesmo após o surgimento de vermelhidão, febre e nódulos, a profissional dizia que tudo era normal.
A modelo contou que, antes do procedimento, estava retomando a carreira de modelo e participando de estudos de teatro. “Voltar a modelar como mulher 40+ era muito significativo para mim”, disse. O caso gerou impacto pessoal e profissional, forçando Karim a interromper suas atividades para se recuperar.
Segundo a vítima, a esteticista chegou a prometer reembolsar gastos com o tratamento, que já somam mais de R$ 3 mil, sem contar com os custos das cirurgias, mas isso nunca ocorreu.
Com informações do portal ND Mais.



