Quase três meses após as alterações viárias implantadas no Centro de São Bento do Sul, motoristas e comerciantes já sentem os efeitos no dia a dia. A percepção é de avanços em alguns pontos, mas também de desafios que ainda precisam ser corrigidos.
Entre os motoristas, a percepção é de que as mudanças trouxeram avanços, mas ainda há desafios. Djonata William dos Santos, motorista de aplicativo e proprietário da plataforma Automobil, avalia que a adaptação foi positiva, embora o sistema de navegação (GPS) ainda cause transtornos.
Ele aponta também que a alteração melhorou o acesso ao Fort Atacadista e ao SESI, mas criou pontos de lentidão. “Ali na Gráfica JL tranca tudo no fim da tarde. A fila chega até a lavanderia OMO da Rua Paulo Parucker. E quem sai do Ginástico e quer voltar ao bairro Centenário precisa dar uma volta grande pela Prefeitura e seguir pela Felipe Schmidt. Isso ainda precisa ser repensado”, disse.
Apesar das críticas, o motorista ressalta que a situação está longe de ser caótica. “Eu viajo muito para outras cidades para levar os passageiros e o trânsito aqui é tranquilo perto de cidade grande. Fica mais lento só no horário de saída das escolas, coisa de 15 ou 20 minutos. Depois flui de novo”, conta.
Para o comércio, o balanço também é de equilíbrio. O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Alexandro Scherer, afirma que as modificações trouxeram impacto menor do que em outras reconfigurações viárias do passado. “É natural que algumas pessoas sejam beneficiadas e outras nem tanto. Mas, de forma geral, não houve grandes problemas para o comércio. Dessa vez, as mudanças não afetaram tanto o fluxo de clientes”, disse Scherer.
Segundo ele, o ponto que mais chama atenção é a Rua Barão do Rio Branco, que passou a ter mão única. “Quem vem do Centenário precisa fazer todo o anel viário para chegar à Barão. É a região que mais sentiu as mudanças, mas nada que tenha prejudicado de forma grave”, avaliou.
O presidente da CDL destacou, porém, um ponto recorrente de reclamações: a faixa elevada em frente à Prefeitura. “Essa faixa atrasa o trânsito. É um local de tráfego muito lento porque há pouca visibilidade, principalmente quando carros grandes estão estacionados. O motorista tem receio de atropelar pedestres, então reduz demais a velocidade. Além disso, há um semáforo logo à frente”, observou.
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