Sábado, 5 de abril de 2025

Moradores do bairro Progresso se unem para revitalização de campo de areia e parquinho

Alguns equipamentos trazem risco para as crianças que brincam no local

• Atualizado 1 dias atrás.

Um dia, a Associação de Moradores do bairro Progresso foi mais ativa. O campo de areia tinha telas, os equipamentos de exercícios estavam inteiros e o parquinho era usado com segurança. Com o passar dos anos e durante o período pandêmico, a situação mudou. Hoje, os equipamentos de exercícios estão enferrujados, as balanças caídas e o campo de areia sem telas. Os moradores estão se unindo e pedindo ajuda para reformar o espaço, frequentado, na maior parte do tempo, por crianças.

Pensando principalmente em reformar o campo de areia e trazer novamente um ambiente de lazer para o bairro, o morador Djonata William dos Santos está em busca de apoio para as melhorias. Até o momento, já conseguiram ferro da Aço São Bento, tinta da Casa da Tinta e da Tronos, e tijolos da Osmarini Materiais de Construção, Olaria Pedro Ivo e da São Jorge.

Ainda faltam areia e telas para as reformas no campo. Mas os planejamentos já começaram, com o corte de grama no espaço da associação. “Esses são os materiais de que precisamos para deixar o local funcionando novamente”, comenta. A sede continua sendo alugada e o dinheiro arrecadado, além de pagar as contas do lugar, está sendo revertido em materiais. “É preciso no mínimo duas locações só para pagar o custo, fora o corte da grama”, complementa.

Por isso, Djonata está em busca de ajuda de empresas ou da própria comunidade, já que o espaço é aberto para todos. “Se arrumar tudo isso aqui, fica legal. O lugar é grande, tem potencial. Só precisa de incentivo, de caixa, financeiro”, afirma, reforçando que a parte da mão de obra é da comunidade, assim como a vontade de arrumar, que partiu dos membros da comunidade. O morador explicou que outras pessoas também estavam interessadas em manter o local ativo, até para não deixá-lo abandonado e tomado pelo mato.

Além disso, viu-se a necessidade de melhorar a estrutura para as crianças que, nos fins de semana, estão por ali. “Olha o balanço, como está. Tenho receio. Está tudo amarrado com arame. Então, as crianças vão se machucar. Cedo ou tarde, vai acontecer alguma coisa, sabe?”, expõe.

Os moradores também estão buscando ajuda da Prefeitura. Um vizinho do terreno da associação comentou que, há oito anos, o órgão público instalou os equipamentos de exercício e brinquedos no local. Ele também lembra que os postes de luz foram instalados pela Prefeitura e “hoje não funcionam mais”, cita. “Agora estamos esperando a resposta da Prefeitura”, afirma Djonata.

O que diz a Prefeitura
A Associação de Moradores do bairro Progresso teve o terreno para a sede doado em 22 de outubro de 1996, através da Lei 688 do mesmo ano. Porém, o imóvel nunca foi transferido efetivamente para o nome da entidade, e até hoje o Município consta como proprietário.

Rafael Verbinenn, assessor de gabinete e responsável pelo auxílio às associações, explicou que a Prefeitura visa atender as associações de moradores, na legalidade e cumprindo também uma responsabilidade orçamentária e financeira. Ele também disse que o ponto de partida deve ser regularizar a diretoria conforme manda o estatuto da associação e a legislação, para então regularizar a transferência do imóvel.

No momento, Djonata William dos Santos está esperando o prazo de 30 dias para efetivar sua candidatura como presidente da associação de moradores. No estatuto da organização, que foi criado em 1996, há uma regra que determina que, quando alguém quiser renunciar ou quando houver necessidade de uma nova eleição, é preciso divulgar um edital pelo bairro, com a convocação sendo feita 30 dias antes da posse.

Agora, Djonata está aguardando os 30 dias para registrar oficialmente o nome no cartório, ou seja, no dia 9 do próximo mês. Assim, se a associação se enquadrar nos programas, de alguma forma e respeitando os limites jurídicos, a Prefeitura poderá auxiliar nas melhorias, pontuou Verbinenn. Enquanto isso, o morador está empenhado em busca de recursos e frisa que, se alguma empresa ou alguém quiser contribuir com materiais, pode entrar em contato pelo (47) 9940-3633 ou pela vaquinha https://www.vakinha.com.br/5134340.


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