Moradores da Rua José Zipperer Neto, via que dá acesso do Centro ao bairro Ceramarte, o casal José Carlos Câmara e a esposa Soeli aguardam há mais de dois anos pela recuperação da via que sofreu um grande deslizamento durante as chuvas de janeiro de 2023. Apesar de já terem se passado mais de dois anos do ocorrido, eles e vários outros moradores da rua ainda sofrem com transtornos causados naquele dia 17 de janeiro e que até agora não foram sanados.
A casa de José Carlos é a de número 415 e fica bem próxima a curva que dá acesso à Pousada João de Barro, que é bastante procurada para quem vem a Rio Negrinho a passeio ou a trabalho, um dos motivos da Rua José Zipperer Neto receber bastante trânsito. “Além disso, é uma importante via que liga o Centro da cidade aos bairros Bela Vista e Ceramarte”, cita ele, referindo-se também ao fato de que se trata uma região com muito habitada. Morador do local desde 2000, quando escolheu Rio Negrinho como casa, ele aguarda uma solução para o problema.
“O fato é que por ser uma rua em morro, como muitas ruas em nossa região, as mudanças climáticas e chuvas torrenciais há uns dez anos provocaram o desmoronamento em um dos lados da rua, na curva acima de minha residência. Naquele ocorrido a Prefeitura fez um paliativo com meio-fio sobre o calçamento, diminuindo a largura da rua, mas tivemos novas chuvas torrenciais e houve um novo incidente em que rios correram em nossas ruas e teve desmoronamento novamente, no mesmo local que já havia ocorrido”, detalha ele sobre as chuvas de 2023.
Ele recorda que os fenômenos ocorridos a pouco mais de dois anos tiveram grande gravidade e que os vizinhos Fátima e Eduardo, que estavam em uma casa localizada um pouco acima da sua, escaparam com vida por milagre. “O que nos alertou aquele dia foram as luzes dos bombeiros na rua e fomos verificar. Foi por milagre que não morreram pois a casa deles já estava parcialmente destruída pelo desmoronamento da rua”, comenta. Os vizinhos acabaram se mudando para o bairro Vila Nova depois do ocorrido, já que a residência anterior ainda hoje está parcialmente soterrada.
Transtornos
José Carlos explica que assim como ele, vários outros moradores enfrentam transtornos na via ainda nos dias atuais. “É hora de relembrar as autoridades sobre esses transtornos”, diz ele, destacando que há dois anos a via precisou ter seu tamanho reduzido a uma faixa, permitindo somente a descida para quem vem da Pousada João de Barro até o Centro. “Houve por parte da prefeitura a sinalização do sentido de tráfego da via, pelo estreitamento da rua, mas já arrancaram a placa próxima a Loja Grimm de Materiais Elétricos”, cita, referindo-se ao fato de que atualmente existe falta de sinalização no início da subida da via.
Ainda de acordo com o morador, até a Polícia Militar já foi acionada por ele para que fossem feitas blitzes no local e para que os condutores respeitassem as condições da via após o deslizamento, mas o que se vê, segundo ele, são motoristas subindo e descendo a rua com frequência. “Já em duas oportunidades escapei por pouco de acidentes”, conta ele, que para evitar transtornos maiores busca vias alternativas para realizar o contorno de acesso até sua casa.
“Temos também a ligação de água por uma mangueira azul na rua e onde havia uma adutora de diâmetro maior, hoje tem provisoriamente uma mangueira. Imagine várias residências rua abaixo usando a mesma água pela mangueira”, diz. “Perdemos uma máquina de lavar e acredito que foi devido ao baixo fluxo de água, queimando uma placa”, diz, cobrando um também posicionamento do Samae para o caso.
O que diz a Prefeitura
Com recursos recebidos pela Defesa Civil Nacional, existia a previsão da construção de um muro de contenção no trecho mais afetado da Rua José Zipperer Neto, mas os trabalhos ainda aguardam decisão judicial. “Estamos aguardando despacho do juízo quanto a retomada da obra, já saiu o parecer do perito, só resta a decisão judicial”, explicou o procurador do município, Anderson Godoy, com relação ao caso.
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