Um morador de Rio Negrinho foi vítima de um golpe aplicado por criminosos que se passaram por advogado e acabou perdendo cerca de R$ 9 mil. O caso ocorreu após o rio-negrinhense receber uma notificação sobre uma suposta movimentação em um processo judicial. De acordo com o relato da vítima, ele recebeu um aviso por meio de um site de acompanhamento de processos informando uma nova decisão. Ao tentar contato com seu advogado, não obteve retorno imediato e, pouco tempo depois, passou a receber mensagens de um número desconhecido.
Ele afirmou que em momento algum desconfiou que se tratava de um golpista se passando por um profissional ligado ao caso. Segundo ele, o estelionatário usou uma abordagem bastante convincente e explorou justamente o momento em que a vítima aguardava informações sobre o processo. O criminoso informou que havia uma “boa notícia” e iniciou uma conversa técnica, mencionando detalhes que deram aparência de legitimidade à situação. Por um longo período, o golpista orientou a vítima a realizar procedimentos para o suposto recebimento de valores judiciais.
Entre as etapas, ele foi induzido a criar uma conta em um banco digital e, na sequência, a copiar e colar um código Pix. Sem perceber que se tratava de uma transferência, a vítima acabou enviando o dinheiro diretamente aos criminosos. Ainda segundo a vítima, em nenhum momento foi dito de forma clara que seria necessário realizar pagamento, o que dificultou a identificação imediata do golpe. Ele relatou ainda que a conversa foi conduzida de forma estratégica, com linguagem formal e insistência, levando à confusão no momento da operação.
A suspeita de fraude surgiu apenas após a conclusão da transferência, de modo que ao perceber o ocorrido, a vítima tentou contato com a instituição bancária, mas o valor já havia sido repassado. O morador alerta para a sofisticação desse tipo de crime e destaca que mesmo pessoas atentas podem ser enganadas.
Alerta
O caso serve de alerta para a população, especialmente diante do aumento de golpes que utilizam dados reais e linguagem técnica para enganar vítimas. De acordo com o delegado Rubens Passos de Freitas, somente neste início de ano, ou seja, em um período inferir a três meses, mais de 10 casos já foram registrados junto a Polícia Civil de Rio Negrinho.
“As orientações são de sempre fazer o contato com o número que a pessoa já fazia com o advogado e não fazer nenhum pagamento para recebimento de valor, muito menos via Pix, já que eventual pagamento de custas ou algo nesse sentido sempre é feito por guia própria”, explica o delegado.



