O que seria um procedimento estético simples, com o objetivo de reduzir celulite e gordura localizada nos glúteos e pernas, acabou sendo um pesadelo para a modelo Karim Kamada, de 51 anos, moradora de Jaraguá do Sul. Após sessões com caneta pressurizada para aplicação de enzimas, ela desenvolveu dores intensas, inflamação, febre alta e necrose, precisando passar por cirurgias.
Segundo Karim, a clínica foi encontrada por meio de anúncio na internet e o procedimento era vendido como seguro. Mesmo após relatar sintomas, a profissional responsável teria garantido que eram reações normais. Com o agravamento do quadro, a modelo denunciou o local à Vigilância Sanitária.
A primeira vistoria, realizada em julho, constatou irregularidades como falta de alvará sanitário, levando à interdição da clínica. Porém, em setembro, novas denúncias apontaram que o espaço seguia em funcionamento, o que resultou em auto de infração com apoio da Polícia Militar.
Especialistas alertam que a aplicação de enzimas deve ser feita apenas por médicos, com técnica adequada e produtos regularizados. O Conselho Federal de Medicina ressalta que, quando realizado por profissionais não habilitados, o procedimento pode configurar exercício ilegal da medicina e oferecer sérios riscos à saúde.
Com informações do portal NSC Total.



