Mais de uma semana após o deslizamento que atingiu o KM-16 da Serra Dona Francisca (SC-418), a Secretaria de Estado da Infraestrutura e Mobilidade (SIE) ainda não definiu quando o tráfego de veículos pesados será liberado. A rodovia continua com circulação proibida para veículos acima de 7,5 toneladas, enquanto o Estado informa apenas que está em fase avançada de elaboração de uma solução de engenharia para recuperar o trecho afetado.
Segundo a Secretaria, equipes técnicas seguem monitorando continuamente a estabilidade do solo e trabalham na definição da intervenção que será executada no local. Paralelamente, também está sendo realizada a construção de drenos para melhorar o escoamento da água e contribuir para a estabilidade da encosta. Apesar disso, o órgão ainda não apresentou um cronograma para o início das obras nem uma estimativa para a normalização da circulação de veículos pesados.
Enquanto isso, a SC-418 permanece liberada apenas para veículos leves, em sistema “pare e siga”. De acordo com a SIE, a restrição para caminhões foi mantida para garantir a segurança dos usuários e preservar as condições de trafegabilidade até que a solução técnica seja executada. Além das intervenções emergenciais no ponto atingido pelo deslizamento, a Serra Dona Francisca também recebe obras em outras frentes. Estão em andamento a implantação das áreas de escape e a construção de terceiras faixas na região de Pirabeiraba, iniciativas voltadas ao aumento da segurança e da capacidade da rodovia.
Porém, a indefinição no ponto de deslizamento prolonga os impactos para o transporte de cargas no Planalto Norte. Desde a restrição aos veículos pesados, transportadoras precisaram redirecionar parte das operações para rotas alternativas, principalmente pela BR-280, na Serra de Corupá. Apesar das obras em execução e das medidas adotadas no KM-16, a principal preocupação do setor produtivo continua sendo a ausência de uma previsão para a liberação do tráfego de veículos acima de 7,5 toneladas.





