Recente episódio de violência em uma unidade escolar do bairro Campo Lençol, onde uma professora foi denunciada por agressão a uma criança de quatro anos em uma creche, ainda repercute em Rio Negrinho. A própria mãe da criança e também a avó assistiram às imagens das câmeras de monitoramento da creche, e a cena é descrita pelos familiares como “muito forte e dolorosa”.
A mãe da criança destacou que, embora reconheça o apoio recebido da direção da unidade e da Secretaria de Educação, o caso deixou marcas profundas na família. “No momento, eu quero só a recuperação dele. É uma ferida aberta, e relembrar o que aconteceu dói demais”, desabafou. Logo após o caso, a Secretaria de Educação a procurou para informar que a profissional seria afastada de suas funções. “Quando soube que ela não estava mais lá, fiquei mais calma, porque sei que o caso está sendo encaminhado”, afirmou.
Mesmo assim, ela pediu que o caso não seja esquecido e que as investigações sigam até que haja uma resposta definitiva. “Eu só quero justiça. Não quero que nenhuma outra mãe ou pai passe pelo que eu passei”, disse. De acordo com a mãe, as imagens das câmeras de segurança da creche registraram o momento da agressão e já estão em posse da Secretaria de Educação e da Polícia Civil, que deve analisar o conteúdo.
A mãe também destacou que o episódio não deve ser generalizado para toda a rede municipal de ensino, elogiando o trabalho de outras educadoras. “Tenho outro filho em outra escola, e ele é muito bem cuidado. A maioria das professoras é boa, mas o que aconteceu com o meu menor não pode ser ignorado”, afirmou. Ela pediu ainda que o caso sirva de alerta para que situações semelhantes não se repitam. “As mães precisam trabalhar, e a gente deixa os filhos achando que estão bem, que estão protegidos. Isso não pode acontecer em nenhuma creche”, encerrou.
À espera de resposta
Na última semana, o vereador Nedlin Sacht (Novo) falou, durante a sessão da Câmara de Vereadores de Rio Negrinho, sobre o caso. A denúncia, de acordo com o parlamentar, foi feita pela mãe da criança, a qual procurou a Secretaria de Educação para pedir o acesso às imagens da sala de aula e também cobrar uma punição para a servidora envolvida no episódio.
O caso também gerou um requerimento apresentado por Padilha à Secretaria de Educação, no qual ele pede informações oficiais sobre os fatos denunciados envolvendo a violência praticada. “Segundo relato amplamente divulgado e confirmado pela própria mãe da vítima, as imagens de segurança comprovaram o ocorrido, configurando um episódio de abuso físico e violento, o que causa profunda preocupação e indignação em toda a comunidade”, cita parte do documento endereçado à pasta.
No documento, o vereador questiona quais medidas foram tomadas imediatamente após a constatação dos fatos, quais providências administrativas e legais estão sendo adotadas em relação aos responsáveis e quais ações estão sendo implementadas para garantir a segurança e o bem-estar das crianças nas unidades de ensino do município, evitando que situações semelhantes voltem a ocorrer. “O requerimento é para que a gente tenha mais informações a respeito”, destacou ele, que ainda aguarda retorno por parte da Secretaria de Educação, que tem 30 dias para responder os questionamentos.



