Hospital de São Bento reduz mortalidade em cirurgias de câncer de pâncreas e pode virar referência em SC

Novo protocolo prevê cirurgias em até duas semanas e chama a atenção do governo estadual

• Atualizado 4 dias atrás.

Deputado destaca o trabalho feito pela equipe médica do Sagrada Família (Foto: Divulgação)
Deputado destaca o trabalho feito pela equipe médica do Sagrada Família (Foto: Divulgação)
Deputado destaca o trabalho feito pela equipe médica do Sagrada Família (Foto: Divulgação)

Uma revolução está salvando vidas de pacientes oncológicos em São Bento do Sul. Com índices de sucesso que desafiam as estatísticas nacionais, uma equipe médica do Hospital Sagrada Família reduziu a mortalidade no pós-operatório de câncer de pâncreas, caindo da alta média brasileira de 85% para apenas 15%. Graças aos resultados, o governo do Estado já trabalha para tornar a região uma nova referência oncológica estadual. Além disso, objetivo é regionalizar o atendimento de outras especialidades.

O avanço na cirurgia pancreática, conduzido pela equipe do cirurgião Dr. João Francisco de Souza, chamou a atenção do governo do Estado. Segundo o deputado estadual Maurício Peixer (PL), Santa Catarina possui hoje cerca de 750 pacientes na fila para tratar tumores no pâncreas. Como a doença é altamente letal e avança com rapidez, a espera de dois meses – prazo estipulado por lei federal para o início de tratamentos oncológicos – costuma ser fatal.

Para reverter isso, o novo protocolo da equipe local prevê que as cirurgias sejam realizadas em até duas semanas após o diagnóstico. O alto índice de salvamento já motivou a Secretaria de Estado da Saúde a referenciar o serviço, permitindo que pacientes de diferentes cidades de Santa Catarina possam ser atendidos no Sagrada Família, para que a fila comece a ser zerada.

Conforme o deputado, o governo também tem investido na expansão dos hospitais, seja na estrutura física, seja em oferta de serviços. Em São Bento do Sul, um esforço conjunto permitiu um aumento na absorção de cirurgias de média complexidade. Já em Rio Negrinho, o hospital local passou por reformas e estruturou um atendimento muito mais robusto, incluindo a oferta de UTI Neonatal. O grande incentivo para este aumento nos procedimentos, segundo Peixer, é a implementação da Tabela Catarina. “É uma política do governo estadual que complementa os defasados valores do SUS, remunerando os profissionais de forma justa e motivando as equipes médicas a ampliarem o volume de cirurgias realizadas”, disse.

Apesar das melhorias estruturais e do aumento na oferta de procedimentos, o sistema ainda precisa superar um entrave burocrático e logístico: a regulação dos pacientes. Atualmente, uma das maiores reclamações da população é a necessidade de enfrentar viagens exaustivas, de até três horas, para realizar procedimentos em cidades como Brusque, mesmo havendo estrutura próxima.

Para sanar esse gargalo, Peixer pretende se reunir com as Secretarias de Saúde dos municípios, a Gerência Regional e a regulação estadual. O objetivo dessa força-tarefa é organizar e afinar o fluxo do sistema, garantindo que a capacidade ampliada das redes de São Bento do Sul, Rio Negrinho e Mafra seja utilizada prioritariamente pelos moradores locais.

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