A Polícia Civil de Rio Negrinho confirmou que o homem preso em flagrante por maus-tratos contra animal e ameaça, em contexto de violência doméstica, já possuía histórico policial, com boletim de ocorrência antigo relacionado a crime de maus-tratos. A informação foi confirmada pelo delegado Bruno Sinibaldi, responsável pelo caso.
O caso ganhou ainda mais repercussão nesta terça-feira (27) com a morte da cachorra Faísca, também chamada de Pretinha, vítima das agressões. O animal sofreu uma fratura no fêmur, foi atingido por golpe de faca e apresentava ferimentos graves. Ela chegou a passar por cirurgia para colocação de uma placa na perna, mas não resistiu após sofrer uma parada respiratória. Inicialmente, Faísca recebeu atendimento veterinário em Rio Negrinho e, posteriormente, foi encaminhada pelo Grupo de Proteção aos Animais (Grupra) para atendimento especializado.
De acordo com a Polícia Civil, a ocorrência teve início após a Polícia Militar atender uma denúncia de ameaça contra a companheira do agressor. Na delegacia, a mulher relatou que o homem teria atacado a cachorra de sua filha com um facão, causando sangramento intenso e possível fratura. Após as agressões, o animal desapareceu, o que levou a vítima a acreditar que familiares o teriam escondido.
Durante diligências, policiais civis localizaram a cachorra amarrada a uma árvore, em uma área de mata nos fundos da residência. O homem confessou ter amarrado o animal no local. Diante das provas reunidas, ele foi preso em flagrante e encaminhado ao sistema prisional de São Bento do Sul.
O agressor responderá pelo crime de ameaça, previsto no artigo 147, §1º, do Código Penal, no contexto de violência doméstica, além de maus-tratos qualificados contra animal, conforme o artigo 32-A, §1º-A, da Lei nº 9.605/98. A pena prevista para este último crime é de dois a cinco anos de reclusão, além de multa e proibição da guarda de animais, por se tratar de crime cometido contra cão, considerado de maior gravidade pela legislação brasileira.





