O que começou como um passeio despretensioso em uma manhã de sábado se transformou em um grupo consolidado que acumula quilômetros, histórias e amizades. O Akipedala completou recentemente 10 anos de atividades em São Bento do Sul, reunindo mulheres que encontraram na bicicleta mais do que um esporte: um estilo de vida.
O grupo surgiu em 7 de fevereiro de 2016, quando as amigas Suely Robl e Isolete Wedderhoff decidiram pedalar pela Estrada Rio Negro com um objetivo simples: buscar saúde e bem-estar. Sem planejamento formal, o que era apenas um passeio passou a atrair novas participantes, formando uma rede baseada na afinidade e no gosto pelo ciclismo.
Com o passar dos anos, o Akipedala cresceu e passou a encarar desafios maiores, incluindo a participação em importantes circuitos de cicloturismo de Santa Catarina, somando mais de 800 quilômetros percorridos. Entre os trajetos marcantes está o Circuito das Araucárias, com 248 quilômetros passando por São Bento do Sul, Campo Alegre, Corupá e Rio Negrinho. Outro destaque é o Circuito Vale Europeu, considerado o berço do cicloturismo organizado no Brasil, com cerca de 300 quilômetros entre nove municípios, reunindo estradas de terra, Mata Atlântica, cachoeiras e construções históricas.
Já o Circuito Costa Verde & Mar, com aproximadamente 270 quilômetros, levou o grupo ao litoral catarinense, passando por cidades como Balneário Piçarras, Bombinhas e Itajaí, em um percurso que combina serra e mar.
Atualmente, o grupo mantém um formato fixo de integrantes e segue sem caráter competitivo, priorizando o companheirismo, o incentivo mútuo e o bem-estar. Para as participantes, o Akipedala vai além do ciclismo. “A bike mudou minha vida com liberdade, leveza, movimento, saúde, bem-estar, amizade e muitas alegrias. O Akipedala é uma família do coração”, destaca Isolete Wedderhoff.
Suely Robl também reforça o impacto do grupo. “Há 10 anos redescobri o melhor momento da minha vida na bike. Sou grata por cada amizade e por cada aventura”, afirma.
Ao longo da última década, o grupo construiu não apenas trajetos, mas também vínculos. “O que começou com uma simples pedalada se transformou em parte de quem eu sou. Encontrei paz, amizade e um jeito mais leve de viver”, resume Ivone de Borba Lenczuk.






