O anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, feito na noite de quinta-feira (25), gerou preocupação entre o empresariado de São Bento do Sul e região. A medida prevê a partir de 1º de outubro a aplicação de uma tarifa de 50% sobre armários de cozinha, móveis de banheiro e produtos associados, além de 30% sobre móveis estofados.
Apesar da repercussão, o entendimento preliminar da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) – Vice-Presidência Planalto Norte – é de que, por enquanto, a medida não traz impacto direto para as exportações da região. “Pelo que estamos percebendo, não altera nada por aqui”, informou a entidade.
O presidente da Associação Empresarial de São Bento do Sul (Acisbs), Gabriel Weihermann, também reforçou a avaliação de que não há mudanças práticas no momento. “Entendo que, no momento, não muda nada, pois nós estamos taxados em 50%”, afirmou.
Os reflexos das tarifas já aplicadas, porém, têm sido sentidos no setor moveleiro local. Agosto foi o pior mês do ano em valores exportados: US$ 4,09 milhões, sendo US$ 2,33 milhões comprados pelos Estados Unidos. O montante ficou abaixo, inclusive, de janeiro, até então o mais baixo, com US$ 2,72 milhões.
Em breve devem ser divulgados os números de setembro e também o saldo de empregos formais da indústria em agosto, permitindo uma análise mais detalhada dos efeitos no mercado de trabalho local.





