Fiesc vê encontro entre Lula e Trump como avanço em negociações contra tarifaço dos Estados Unidos

Lula e Trump estão conversaram sobre a sobretaxa de 40%
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• Atualizado 1 meses atrás.

Segundo encontro entre Trump e Lula anima indústria, que acredita em progresso nas tratativas (Foto: Ricardo Stuckert / Divulgação)

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) vê como um avanço o encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, realizado na Malásia, para discutir as tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. Para a federação, a reunião demonstra disposição efetiva de ambos os países em negociar soluções que preservem a competitividade da indústria brasileira e mantenham um bom relacionamento comercial.

O presidente da Fiesc, Gilberto Seleme, destacou que a expectativa do setor é dar continuidade às negociações com base em argumentos econômicos, setoriais e técnicos. Uma das principais demandas é a suspensão da sobretaxa de 40% imposta pelos EUA durante o período de negociação, além da inclusão de mais produtos na lista de isenção de tarifas. A Fiesc tem fornecido informações e estudos sobre os setores afetados pelo “tarifaço” e atuado como interlocutora junto ao setor privado norte-americano, à Confederação Nacional da Indústria (CNI) e ao Departamento de Comércio dos EUA.

Desde o anúncio da sobretaxa de 50% sobre exportações brasileiras, a federação acompanha de perto os impactos da medida, que já resultaram na redução de empregos em setores estratégicos, como madeira e móveis. Dados do Observatório Fiesc mostram que, em setembro, as exportações catarinenses para os EUA caíram 55% em relação ao mesmo período do ano anterior, totalizando US$ 78,7 milhões.

Um estudo preliminar indica que uma queda de 30% nas exportações para os Estados Unidos, no período de um a dois anos, poderia gerar um recuo de R$ 1,2 bilhão no PIB de Santa Catarina, além da perda de cerca de 20 mil empregos e R$ 171,9 milhões na arrecadação de ICMS. Para minimizar os impactos, a Fiesc lançou o programa desTarifaço, que oferece apoio e informações às empresas exportadoras do estado.

A federação reforça que o diálogo e a apresentação de propostas técnicas, incluindo temas como energia renovável, biocombustíveis, minerais críticos e tecnologia, são fundamentais para reduzir os efeitos do tarifaço e fortalecer o comércio bilateral entre Brasil e Estados Unidos.

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