O grande marco esperado para o sistema prisional de São Bento do Sul é a chegada de uma nova atividade produtiva dentro da unidade. O início das operações da Ogochi, empresa de malharia com mais de 30 anos de atuação e presença em outras cinco penitenciárias catarinenses, está previsto para o fim deste mês.
A oficina instalada na penitenciária possui 969 metros quadrados de área construída e deve empregar inicialmente 150 detentos em um turno, com possibilidade de ampliação para mais 150 no segundo turno, totalizando até 300 presos trabalhando.
Segundo o diretor da unidade, Léo da Silva Feliciano, o primeiro pátio de trabalho já está com cerca de 90% das obras concluídas. “O projeto é que, até o final de junho, a empresa esteja trabalhando”, afirmou.
O modelo prevê remuneração aos detentos, além de remição de pena. A cada três dias trabalhados, um dia é abatido da sentença. Do salário mínimo recebido, 25% é destinado ao Estado, 25% pode ser reservado em fundo judicial e o restante pode ser enviado às famílias.
A seleção dos participantes é feita pela Comissão Técnica de Classificação (CTC), que analisa critérios como comportamento, histórico e questões de segurança. “Não é sorteio”, reforça o diretor.



