Família de São Bento gasta cerca de R$ 6 mil para ligar casa à rede de esgoto com motobomba

Samae alerta que ligação é obrigatória em imóveis onde rede já está disponível

• Atualizado 8 meses atrás.

A instalação na casa de Marilei foi realizada em maio deste ano (Foto: Larissa Hirt / A Gazeta)

Apesar de São Bento do Sul ter praticamente 60% do perímetro urbano atendido com rede coletora de esgoto, alguns moradores ainda enfrentam dificuldades na hora de fazer a interligação. É o caso de famílias que vivem em casas abaixo do nível da rua, onde é necessária a instalação de motobombas.

No bairro Serra Alta, Marilei Viginoski e a filha Vanesa Pereira Vieira gastaram cerca de R$ 6 mil para adaptar o imóvel. A instalação foi feita em maio e as melhorias já foram percebidas. “Foi a melhor coisa. Não volta mais cheiro quando chove ou está para chover”, disse Marilei. Vanesa lembra que antes era preciso tampar ralos com panos para conter o mau cheiro.

A família avalia como um bom investimento, afinal, já precisavam pagar para limpar a fossa utilizada. “Ele (instalador) me cobrou R$ 6 mil, mas eu não comprei um cano, nada. Ele trouxe tudo”, afirma, referindo-se ao especialista contratado para implantar a motobomba. Além do investimento, uma das dúvidas da família era sobre a conta de energia, já que a bomba é elétrica. “Ela não fica direto ligada. Só funciona quando enche, leva um minuto para jogar para cima e desliga”, explicou Marilei. Segundo elas, não houve aumento no valor da fatura.

Uma das partes mais difíceis para elas foi achar alguém que realizasse essa instalação. Por questões legais e de imparcialidade, o Samae não mantém uma lista de prestadores de serviço. “O órgão orienta que o morador contrate profissionais qualificados, como encanadores e empresas de instalações hidráulicas, que sigam as normas da ABNT e as especificações fornecidas pelo próprio Samae”, menciona Marilei.

Obrigatoriedade e prazos
De acordo com o diretor-presidente do Samae, Osvalcir Peters, a ligação é obrigatória sempre que a rede coletora estiver disponível na rua. “Quem não efetuar a ligação estará sujeito a sanções previstas em lei, como multa e penalidades administrativas, além de responder por danos ambientais ou à saúde pública decorrentes do lançamento irregular de esgoto”, destacou.

A adequação deve ser feita em até 180 dias a partir da notificação do Samae ou da Vigilância Sanitária. A responsabilidade pela obra e pela compra dos equipamentos é do proprietário do imóvel. A tarifa de esgoto segue o percentual de 80% sobre o valor da fatura de água, sem diferenciação para casas que necessitem de motobombas ou outras adaptações.

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