Recentemente, o Brasil enfrentou desafios relacionados ao abastecimento de algumas vacinas essenciais. Porém, parece que a situação ainda não foi totalmente sanada. Nos postos de saúde, assim como nas empresas que atuam de maneira privada na aplicação de vacinas, a falta está cada vez mais preocupante.
A enfermeira Cristiane Jantsch Sestren, responsável pelo setor de vacinação da Secretaria de Saúde de São Bento do Sul, confirma a existência de um desabastecimento para várias doenças, o que preocupa e pode trazer de volta algumas enfermidades das quais pouco se ouvia falar nas últimas décadas. “Estamos passando por um período que, de fato, consta falta de vacina. A Tetraviral e a Varicela são as duas que estão nos preocupando. Essas vacinas são específicas para crianças com idade até cinco anos, o que nos coloca em uma situação ainda mais preocupante”, disse.
Cristiane ainda destacou que a vacina contra a Febre Amarela também tem sido entregue em uma quantia menor do que a necessária, mas que ainda é distribuída para as cidades. A enfermeira afirmou que, graças a um mutirão de vacinação contra a Febre Amarela realizado em 2019, a situação ficou mais controlada e, por isso, não desperta preocupação exagerada neste momento. “Quando tivemos um caso em que uma pessoa foi contaminada pela Febre Amarela em São Bento do Sul, as outras pessoas receberam isso como um alerta à saúde, e muitos acataram o apelo, comparecendo para tomar a dose do imunizante. Isso sim está fazendo diferença”, relatou.
Rede privada
A enfermeira Juliana Lenzi dos Santos, que atua na iniciativa privada, destaca que a falta de imunizantes atinge todos os setores, público e privado. “Temos falta sim, como a vacina Tetraviral, que protege contra sarampo, caxumba, rubéola e varicela para crianças a partir de um ano e três meses. A saúde pode estar sendo colocada em risco novamente, e isso muito nos preocupa”, disse.
Até mesmo a vacina contra a Covid-19, de acordo com um levantamento recente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), está em falta em pelo menos um quarto dos municípios da federação. Apesar de tudo o que vem sendo divulgado, o Ministério da Saúde afirmou que todos os estados estão 100% abastecidos com as vacinas do calendário básico. No entanto, a pesquisa da CNM indica que uma parcela significativa dos municípios enfrenta dificuldades no abastecimento dessas vacinas essenciais.
Informações
Para informações atualizadas sobre a disponibilidade de vacinas em cada região, é recomendável entrar em contato com a Secretaria Municipal de Saúde de cada cidade ou consultar o site oficial do Ministério da Saúde.
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