Ex-vereador Lourival Castilho foi quem denunciou vice-prefeito de São Bento

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• Atualizado 6 anos atrás.

O ex-vereador e atual chefe de divisão na Secretaria de Obras, Lourival Castilho, foi o denunciante do caso que resultou na prisão do vice-prefeito Márcio Dreveck (PP). Sexta-feira (5), Castilho esteve em A Gazeta e contou os motivos que o levaram a denunciar o caso para a Polícia Civil. Falou também sobre o trabalho para reunir as evidências necessárias.

A versão contada pelo denunciante mostra que a história que resultou na prisão teve início há muitos meses, com várias discussões por conta da cobrança exigida aos cargos de confiança da Prefeitura. Castilho diz ter investigado a fio cada detalhe do esquema, inclusive diz que entregou ao delegado da Divisão de Investigação Criminal (DIC), Gustavo Muniz Siqueira, várias gravações onde os servidores confirmam que estavam devolvendo dinheiro.

Segundo ele, alguns dos servidores sabiam que estavam sendo gravados, outros não. Em sua pesquisa, Castilho disse ter descoberto que praticamente todos os servidores em cargos comissionados pagavam o que ele classifica como propina. “Só não sei se o dinheiro que é arrecadado é para o custeio das campanhas, como vamos ter no próximo ano, ou se é para uso pessoal mesmo. Tudo o que eu consegui na investigação eu entreguei ao delegado”, contou.

Esta não foi a primeira vez que Lourival denunciou o esquema. Segundo ele, na eleição do ano passado fez uma ligação anônima ao Tribunal de Justiça, denunciando os pagamentos feitos ao vice-prefeito. “Porém, a investigação não pôde continuar por falta de provas. Aí eu mesmo decidi correr atrás e reunir as provas. A angústia do povo que fica nas filas nos postos de saúde, onde faltam médicos, faltam remédios, me levaram a tomar tal decisão e não me arrependo por isso”, salientou.

Depoimentos
Além de Lourival Castilho, que tem dado entrevistas desde o fim da semana passada confirmando os pagamentos ao vice-prefeito, outros dois servidores confirmaram tais repasses: Francisco dos Santos, que inclusive foi quem gravou a entrega do dinheiro a Dreveck e procurou a polícia para demarcação das cédulas, e ainda Marcelo Quost, ex-candidato a vereador pelo MDB. Ele também procurou a polícia espontaneamente para narrar os fatos. Nos depoimentos ainda citam outro nome, de alguém que supostamente receberia uma gratificação.

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Confira mais informações sobre o depoimento no jornal impresso deste fim de semana (6 e 7).

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