O ex-prefeito de Rio Negrinho, Júlio César Ronconi, tornou-se réu nesta quinta-feira (18) em uma das ações da Operação Mensageiro, após decisão da 5ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), que recebeu a denúncia apresentada pelo Ministério Público. Com isso, Ronconi passa oficialmente à condição de réu no processo.
De acordo com a denúncia, Júlio César Ronconi é acusado de receber cerca de R$ 1,46 milhão em propinas, sendo aproximadamente R$ 810 mil durante o mandato e mais de R$ 650 mil após deixar o cargo. Segundo o entendimento do TJSC, há indícios de que, enquanto prefeito de Rio Negrinho, entre os anos de 2017 e 2020, ele teria favorecido a empresa Serrana em processos licitatórios, reproduzindo o chamado “modus operandi” investigado pela Operação Mensageiro. Os argumentos apresentados pela defesa foram rejeitados, levando ao recebimento integral da denúncia.
Além de Ronconi, outros três ex-prefeitos catarinenses também tiveram denúncias recebidas pelo TJSC nesta quinta-feira: Antônio Ceron, ex-prefeito de Lages; Adriano Poffo, ex-prefeito de Ibirama; e José Thomé, ex-prefeito de Rio do Sul. Em todos os casos, a Justiça entendeu haver indícios suficientes para a abertura das ações penais, embora com particularidades em cada processo.
Ainda no contexto da Operação Mensageiro, o prefeito de Imaruí, Patrick Corrêa (Republicanos), foi condenado nesta quinta-feira a 22 anos e 10 meses de prisão por crimes relacionados ao esquema investigado. Ele também foi condenado à perda do cargo público, mas poderá permanecer na função enquanto a decisão não transitar em julgado. A defesa informou que irá recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).
A Operação Mensageiro foi deflagrada pela primeira vez em 6 de dezembro de 2022 e investiga um esquema de fraudes em licitações, corrupção ativa e passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro, principalmente em contratos de coleta e destinação de lixo, abastecimento de água e iluminação pública em municípios catarinenses. Desde o início da operação, ao menos 17 prefeitos chegaram a ser presos no âmbito das investigações.
A reportagem de A Gazeta tentou contato com o ex-prefeito de Rio Negrinho, Júlio César Ronconi, mas até o momento não obteve retorno.
As informações são do portal NSC Total.






