Domingo, 6 de abril de 2025

Estudos da Udesc propõem soluções práticas para reduzir riscos de alagamentos em Rio Negrinho

Apresentação do resultado ocorreu no auditório da Acirne

• Atualizado 2 dias atrás.

Recentemente, no auditório da Associação Empresarial, houve a prestação de contas dos estudos realizados pela Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), por meio do professor Leonardo Monteiro, especialista em inundações e desastres naturais, e uma equipe de pesquisadores, a pedido do Núcleo Comunitário de Combate às Cheias da Acirne. O trabalho, iniciado em 2021, apresentou quatro principais ações para auxiliar na redução de riscos de inundação nas áreas mais baixas do município.

Monteiro explicou que, dentre as ações, está o desenvolvimento de uma página de fácil acesso aos mapas de inundação do município, que estará disponível para qualquer pessoa dentro das próximas semanas. Segundo ele, a plataforma será acessível tanto por celulares quanto por computadores e permitirá que os munícipes saibam quando sua localidade de interesse está em risco a partir do nível da régua do Samae. “Será possível ativar e desativar os mapas e identificar as cotas representadas”, detalhou Monteiro sobre a ferramenta.

Ele também falou sobre a criação de um plano de contingência individual para o comércio. “É um documento padrão para que todos os comerciantes consigam preencher e tenham uma ideia do que fazer em uma situação de problema. Em uma situação em que vai inundar, o que fazer? Como identificar? Então, fizemos esse documento, que estará disponível para qualquer comerciante fazer download e preencher”, explicou. Leonardo ressaltou que, além de auxiliar os funcionários dos estabelecimentos, o documento contribuirá para melhorar a experiência também dos comerciantes que já enfrentaram situações de inundações.

Preferência para o Rio Negro
Outro estudo apresentado pela equipe da Udesc foi em relação à criação de um túnel nas proximidades da confluência do rio Negrinho com o rio Negro, priorizando o rio paranaense. “Fizemos uma simulação numérica para verificar se fosse feito um túnel onde o rio Negro teria preferência e não mais o rio Negrinho, e o quanto isso afetaria na redução de inundações. É uma simulação, mas se aproxima da realidade, e o estudo mostra que o efeito é basicamente nulo e não valeria a pena um investimento milionário”, afirmou.

Também em relação ao próprio rio Negrinho, Monteiro destacou que foram realizadas diversas medições com equipamentos específicos para determinar a vazão do rio em períodos mais secos, com chuva e com muita chuva. “A partir daí, criamos uma relação de profundidade e vazão, chamada curva-chave, que é necessária para realizar qualquer outro estudo relacionado à água. Até para a própria captação de água do Samae, é importante ter essa relação e saber quanto está saindo de água dependendo do nível do rio”, explicou.

Parceria com a CDL
A coordenadora do Núcleo de Combate às Cheias, Patrícia Berkenbrock Valandro, explicou que, a partir das sugestões apresentadas durante a prestação de contas, o documento sugerido pela Udesc ainda passará por algumas adequações para que, nos próximos dias, possa ser entregue também à Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL). “A ideia é que a CDL possa disponibilizar essas informações para os comerciantes”, adiantou. “Nós prezamos, enquanto núcleo, por esses estudos para beneficiar a comunidade”, completou.

“Essa foi a segunda etapa do primeiro projeto realizado, justamente para ampliarmos tudo o que já foi feito anteriormente e trazer realmente algo que colabore com a minimização das inundações. Sabemos que não podemos ir contra a natureza, e, se chover muito, o rio atravessa a cidade. Mas precisamos criar ferramentas que auxiliem, minimizem os impactos e ajudem a comunidade”, comentou ainda Patrícia, que agradeceu às empresas Cahdam Volta Grande, Sólida e Zipperer Contabilidade, parceiras com recursos financeiros para que os estudos da Udesc fossem realizados.


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