Estradas em más condições dificultam transporte escolar e pais cobram melhorias em Rio Negrinho

Moradores também relatam prejuízos em veículos e equipamentos agrícolas

• Atualizado 21 dias atrás.

Os ônibus escolares não estão conseguindo chegar até o assentamento devido às condições das vias (Foto: Divulgação)
Os ônibus escolares não estão conseguindo chegar até o assentamento devido às condições das vias (Foto: Divulgação)
Os ônibus escolares não estão conseguindo chegar até o assentamento devido às condições das vias (Foto: Divulgação)

O tempo instável das últimas semanas fez com que as condições das estradas rurais trouxessem vários transtornos para moradores do interior de Rio Negrinho, especialmente para famílias do Assentamento Norilda da Cruz. Segundo a agricultora Terezinha Kubliski, moradora da localidade, os ônibus escolares não estão conseguindo chegar até o assentamento devido às condições das vias. A situação, que se arrasta há algumas semanas, tem afetado estudantes que frequentam as escolas Padre Thomas Gasser e Pioneiro Marcelino Stoeberl, nas localidades de Serro Azul e Distrito de Volta Grande, respectivamente.

Terezinha relata que alguns pais precisam percorrer cerca de cinco quilômetros para levar os filhos até o ponto onde o transporte escolar consegue chegar. De acordo com ela, apenas veículos mais altos conseguem enfrentar determinados trechos, mas mesmo assim há casos de carros que ficam encalhados ou patinam. Como poucos moradores possuem veículos, muitas famílias acabam tendo dificuldades para garantir o deslocamento diário das crianças até as escolas.

A agricultora também afirma que já teve prejuízos provocados pelas condições da estrada, inclusive com danos em seu carro. Para ela, uma medida emergencial seria a realização de serviços básicos de manutenção, principalmente para tapar os buracos e melhorar os trechos mais críticos. “Já tive prejuízo e estraguei meu carro. A gente pede que a administração tome providências e venha, pelo menos, tampar os buracos das estradas do interior”, relatou Terezinha.

Além dos problemas enfrentados pelas famílias dos estudantes, a situação afeta diretamente os agricultores. Segundo os moradores, caminhões, tratores e outros implementos utilizados nas propriedades vêm sofrendo prejuízos e dificuldades para circular pelas estradas. “Estamos abandonados”, desabafa a moradora.

Requerimento cobra cronograma
O problema também esteve na pauta da Câmara de Vereadores na sessão desta semana, quando foi aprovado requerimento direcionado à Prefeitura, à Subprefeitura do Distrito de Volta Grande e às secretarias responsáveis pela manutenção das estradas rurais, solicitando o cronograma de serviços previsto para as localidades de Campo Grande, Butiá e arredores. O pedido tem relação com informações encaminhadas pela administração ao Ministério Público. Conforme o documento mencionado no requerimento, a Prefeitura teria informado ao Ministério Público a existência de um cronograma para a manutenção das estradas rurais dessas localidades.

Durante a discussão, o vereador Anderson Patrick de Castro (Progressistas), autor do requerimento, destacou que o pedido busca tornar público esse planejamento e permitir que a população tenha conhecimento da previsão dos serviços. Segundo ele, em solicitações anteriores, a Prefeitura teria informado que não possuía um cronograma, enquanto, na documentação encaminhada ao Ministério Público, teria afirmado que existe um planejamento específico. Castro afirmou que, além de solicitar a execução dos serviços, a intenção é garantir que os moradores tenham uma previsão de quando as estradas serão atendidas.

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