O senador Esperidião Amin (PP) aproveitou a passagem por São Bento do Sul, durante as comemorações pelos 153 anos da cidade, para destacar o desenvolvimento local e defender que Santa Catarina avance na recuperação da infraestrutura rodoviária. Ele também comentou críticas dirigidas ao estado e fez declarações sobre o Supremo Tribunal Federal e o Senado.
Para o senador, a cidade representa um exemplo de organização comunitária, empreendedorismo e atenção a áreas essenciais, como educação e saúde. O senador afirmou que o município é motivo de orgulho para Santa Catarina e para o Brasil, especialmente por demonstrar como o trabalho coletivo pode contribuir para o desenvolvimento. Amin disse que a celebração é um estímulo em um momento em que, segundo ele, o país tem sido marcado por exemplos negativos. Para o senador, a trajetória de São Bento do Sul serve como um “refrigério” e um sinal de que há comunidades capazes de construir resultados a partir do compromisso de seus moradores.
O senador também abordou as demandas que tem ouvido de empresários, representantes do agronegócio e moradores durante visitas a diferentes regiões do estado. Na avaliação dele, um dos principais entraves ao funcionamento da economia catarinense é a infraestrutura, sobretudo a rodoviária.
Amin descreveu a situação das estradas como um problema que prejudica a competitividade do estado. O senador acredita que Santa Catarina demonstra capacidade de competir nos setores de serviços, indústria e agricultura, mas perde parte dessa vantagem durante o transporte de pessoas e mercadorias.
A crítica às condições das estradas se soma às reivindicações que o senador diz receber de diferentes segmentos da economia. Empresas, propriedades rurais e prestadores de serviços podem desenvolver sua atividade, argumentou, mas enfrentam dificuldades quando a logística não acompanha as necessidades de produção e circulação.
Política Nacional
Amin também foi questionado se ainda acredita que o Brasil tem solução. Respondeu afirmativamente e disse que o país está diante de um desafio que precisa ser enfrentado. Ao mencionar uma sessão do Supremo Tribunal Federal realizada em 15 de setembro, classificou o episódio como uma “vergonheira” e afirmou que a situação serviria de alerta.
Na avaliação do senador, caberia ao próprio Supremo reparar os erros que ele atribui à Corte, enquanto ao Senado competiria tomar providências. O senador citou, entre elas, o impeachment de quem chamou de “primeiro-ministro do Supremo”. A declaração foi feita no contexto de suas críticas às decisões e à atuação do tribunal.
Ao comentar que teria sido uma das poucas vozes a se manifestar anteriormente, o senador disse que algumas pessoas consideravam que ele falava demais. Hoje, afirmou, a percepção seria de que ainda há muito a ser dito.





