Os carros elétricos têm ganhado popularidade nas ruas do Brasil. Em São Bento do Sul, este tipo de veículo também já deixou de ser novidade. O empresário e músico Marcos Wielewski, por exemplo, decidiu adquirir um BYD Dolphin Mini. “Antes de comprar, estudei muito e percebi que existem muitas vantagens, que me convenceram. A eficiência dele é bem melhor. O custo por quilômetro rodado é até quatro vezes menor que nos carros a combustão”, diz ele, afirmando que a questão ambiental também foi preponderante.
Outra questão decisiva, ressalta ele, foi a garantia oferecida pela empresa: oito anos na bateria e seis anos no próprio carro. “O que mostra que o produto é realmente confiável e durável”, comenta Marcos, que comprou o carro há dois meses. “A experiência ao dirigir é impressionante, principalmente na cidade, porque é um veículo ágil e confortável”, cita ele, que tem 43 anos e mora no bairro Rio Negro.
“O carro elétrico praticamente não tem manutenção. Não tem troca de óleo, velas, filtros, correias, escapamento ou embreagem. É um sistema muito mais simples, com pouquíssimas partes móveis, o que reduz muito as chances de problemas e o custo de manutenção”, relata, explicando que este tipo veicular tem uma curiosidade: o chamado “freio regenerativo”.
Mas como funciona isso? “Toda vez que você tira o pé do acelerador, ele transforma a energia da desaceleração em carga para a bateria, o que, além de economizar energia, ainda aumenta a durabilidade das pastilhas de freio”, esclarece. “E ainda tem o silêncio ao dirigir. É algo que impressiona, porque parece que você está flutuando”, completa.
Comparativo
Juntamente com a esposa Adriana e com o filho Augusto, Marcos fez recentemente uma viagem a Florianópolis com o BYD, para assistir a um show musical. Foram 571 quilômetros, no total, “sem nenhum imprevisto ou incômodo”, conforme sua definição. A bateria foi recarregada duas vezes em um eletroposto às margens da BR-101, em Porto Belo, tanto na ida quanto na volta, durante 45 minutos em cada sessão.
Considerando as duas recargas, foram R$ 118 gastos, enquanto outro veículo – a combustão – que fez a mesma viagem consumiu mais de R$ 300 em gasolina. Mesmo com essa economia, o valor poderia ser menor ainda, comenta Marcos, se o recarregamento fosse feito em casa, e não no eletroposto. “Mas, mesmo pagando mais caro na energia, ou seja, o dobro do que se gastaria recarregando em casa, ainda saiu muito mais barato que a gasolina. É preciso apenas um pequeno planejamento, mas hoje a infraestrutura já está bem interessante, e acredito que só vai melhorar com o aumento da demanda desses veículos”, ressalta.
“Hoje o custo para carregar em casa é de cerca de R$ 1 por kWh (quilowatt-hora). Ou seja, no caso do Dolphin Mini, que tem uma bateria de 38 kWh, o custo para ‘encher o tanque’ é de R$ 38, para rodar cerca de 280 quilômetros – podendo chegar a quase 400 km, dependendo do uso e do pé. Mas a cereja do bolo está em quem tem energia fotovoltaica, fechando um ciclo extraordinário de economia e sustentabilidade, que em alguns casos pode zerar o custo de recarga”, comemora.

Como carrega em casa?
Ao adquirir o Dolphin Mini, Marcos recebeu em conjunto uma “WallBox”, ou seja, um carregador. Considerando a bateria praticamente zerada, o equipamento leva de quatro a cinco horas para carregá-la. “Na hora em que você vai dormir, basta colocar para carregar e de manhã o carro está pronto para rodar”, afirma.
“Tem ainda o carregador portátil, um pouco mais fraco, comprado separadamente. Dá para usar em tomadas comuns, mas esse já demora bem mais. Lembrando que, por questões de segurança, o carregador em casa deve ser instalado por profissional, seguindo o manual do carregador”, ensina.
Marcos afirma que “por algum motivo um tanto irracional, existem grupos de pessoas que torcem contra a eletrificação”, de acordo com suas palavras. “Nunca sequer entraram ou andaram em um carro elétrico e tecem os mais absurdos comentários, sem o menor embasamento, propagando desinformação e mentiras. Penso que é o medo do novo”, pondera.
Contras
Apesar das inúmeras vantagens citadas pelo músico e empresário, ele também aponta que em alguns casos o carro elétrico pode não ser uma boa opção. “Para quem mora em locais onde não tem como carregar o carro, em casa ou no trabalho, pode acabar sendo mais um incômodo do que uma solução. Também não é a melhor escolha para quem só viaja, já que em viagens longas ainda exige um pouco mais de planejamento e paciência para recarregar”, pontua.
“Nesses casos, os modelos híbridos podem ser uma ótima alternativa, pois unem o melhor dos dois mundos, porque têm boa eficiência e ainda contam com a flexibilidade do motor a combustão para qualquer tipo de trajeto”, observa.
1 milhão de unidades
A unidade número 1 milhão do Dolphin Mini foi atingida em junho, na fábrica da BYD em Xi’na, na China. Ao todo, a empresa tem 30 parques industriais espalhados pelo mundo, inclusive no Brasil. No País, o modelo chegou recentemente à marca de 35 mil unidades emplacadas.






