O ex-prefeito de Mafra e pré-candidato a deputado estadual pelo MDB, Emerson Maas, voltou a circular e a cumprir agenda política por municípios do Planalto Norte. A movimentação ocorre após a flexibilização de medidas cautelares no âmbito das investigações do Ministério Público que apuram supostas irregularidades em licitações de eventos na região. Ele é um dos denunciados na operação “Pão e Circo”, que levou à cadeia o empresário são-bentense Clemir Spinelli. Anteriormente restrito à comarca mafrense, Maas agora retoma a articulação presencial com lideranças partidárias e eleitores para consolidar seu projeto eleitoral na região.
Na terça-feira (28) ele esteve em A Gazeta e, ao abordar sobre as investigações em que é citado, Emerson Maas afirma que a apuração é desdobramento de contratos mantidos por empresas investigadas em diversos municípios catarinenses. O ex-prefeito sustenta que as interações registradas no processo limitam-se a tratativas de rotina da gestão pública e nega a prática de qualquer ato ilícito na condução de eventos ou licitações no município de Mafra. O caso segue em fase de apuração pelo Ministério Público, sem condenação definitiva.
Ao analisar o alcance das investigações sobre contratações de eventos no Estado, o pré-candidato observou que a operação do Ministério Público abrangeu 18 municípios catarinenses. Segundo Maas, a repercussão pública do caso variou entre as cidades atingidas, citando que em outras localidades como Bombinhas e Canoinhas o assunto teve menor projeção, dando a entender que o objetivo era mesmo manchar sua imagem e complicar sua pré-candidatura.
Ainda sobre a investigação do Ministério Público relativa à contratação de festas e eventos, Maas buscou diferenciar a situação de seu município da observada em cidades vizinhas. Ele ressaltou que, enquanto em Mafra a realização dos eventos contou com investimento reduzido da Prefeitura, cerca de R$ 500 mil, e apoio de patrocínios privados, outros municípios da região do Planalto Norte, como Canoinhas, registraram aportes financeiros significativos de recursos públicos para as mesmas finalidades. No caso de Canoinhas, em 2025, teriam sido R$ 2 milhões. Segundo ele, em quatro anos Mafra não gastou o que Canoinhas gastou em apenas um ano.



