Em São Bento, João Rodrigues critica gestão de Jorginho Mello: “Sou de direita, mas não sou otário”

Pré-candidato do PSD reuniu lideranças do partido, defendeu o municipalismo, entre outras pautas

• Atualizado 27 dias atrás.

Encontro com o pré-candidato ao governo foi organizado pelo diretório são-bentense do PSD (Foto: Marcello Miranda / A Gazeta)
Encontro com o pré-candidato ao governo foi organizado pelo diretório são-bentense do PSD (Foto: Marcello Miranda / A Gazeta)
Encontro com o pré-candidato ao governo foi organizado pelo diretório são-bentense do PSD (Foto: Marcello Miranda / A Gazeta)

Em tom de pré-campanha e buscando consolidar uma ampla frente de oposição em Santa Catarina, o ex-prefeito de Chapecó e pré-candidato ao Governo do Estado pelo PSD, João Rodrigues, cumpriu agenda em São Bento do Sul, nesta quinta-feira (14). Em encontro realizado no Serra Alta Hotel, que reuniu representantes locais do PSD, MDB e PP, Rodrigues delineou as bases de seu projeto eleitoral, centrado na valorização dos municípios, na reestruturação de políticas públicas e em duras críticas ao modelo de gestão do atual governador, Jorginho Mello (PL).

Acompanhado do presidente estadual do partido, Eron Giordani, e prestigiado pela chegada do deputado estadual Nilso Berlanda (PSD), o pessedista destacou a solidez da coligação que vem costurando pelo Estado, afirmando contar com o apoio de 100% dos ex-governadores vivos e de expressivas bases de partidos que, formalmente, ainda compõem ou orbitam a base governista.

Sem meias palavras, Rodrigues classificou a atual administração estadual como “mediana” e focou suas críticas na paralisação de obras e no uso da máquina pública. Segundo ele, o atual governo interrompeu projetos estruturantes deixados pela gestão anterior (de Carlos Moisés) apenas por disputas de paternidade política. “O erro do gestor público que não tem experiência e joga só o jogo político é parar as obras quando assume. Ele suspendeu projetos prontos. A obra podia estar pronta e São Bento poderia ter ganhado com isso, acidentes poderiam ter sido evitados”, afirmou Rodrigues, fazendo referência a rodovias da região, como a Serra Dona Francisca.

O pré-candidato também ironizou o programa estadual de recuperação viária: “Recapar uma pista não é obra nova, é obrigação. Estrada Boa é obra nova, e essa ele não tem na região”.

Ensino superior
Um dos pontos altos do discurso foi a promessa de reestruturação do programa Universidade Gratuita, vitrine da atual gestão. Para Rodrigues, o modelo atual é financeiramente insustentável e socialmente excludente, consumindo mais de R$ 1 bilhão, com grande parte dos recursos sendo absorvida por cursos de alto custo, como Medicina, que raramente são acessados por alunos de baixa renda.

“Novo sistema”
Apesar de reafirmar sua lealdade pessoal e histórica ao ex-presidente Jair Bolsonaro, Rodrigues fez questão de demarcar sua independência partidária e criticou o radicalismo. Ele relembrou que recusou um convite de Bolsonaro, em 2023, para se filiar ao PL e concorrer ao Senado, optando por permanecer no PSD por não ser “homem de sigla, mas de grupo”.

O pré-candidato criticou abertamente o que chamou de “lunáticos” do espectro político que, segundo ele, prejudicaram o país ao focar em pautas destrutivas, como o fechamento do STF, em vez de governar. “O governo era nosso, éramos obrigados a resolver os problemas do país, mas a rapaziada da rede social precisava de confronto para existir”, lamentou.

Rodrigues também repudiou a postura do atual governador de tentar isolar lideranças locais e “importar” figuras políticas de outros estados para disputar eleições majoritárias em Santa Catarina, em clara alusão às movimentações do PL com nomes do Rio de Janeiro, como é o caso de Carlos Bolsonaro para concorrer ao Senado. “Eu posso ser de direita, mas não sou otário. Não me chame de burro ao tentar fazer o estado engolir alguém de fora”, disparou.

Municipalismo
Mirando o apoio das bases, João Rodrigues prometeu uma inversão na lógica de atendimento do governo estadual. Caso eleito, anunciou a criação da “Secretaria das Cidades”, que seria comandada por um ex-prefeito bem avaliado, e que contaria com uma “Diretoria Legislativa” dedicada exclusivamente ao atendimento de vereadores.

Leia a matéria completa na edição impressa desta sexta-feira (15).

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