Em apenas três meses, jovem descobre doença, fica paraplégico e família lança vaquinha em São Bento

• Atualizado 28 dias atrás.

O são-bentense Erick Renan Cubas, de 20 anos, foi diagnosticado com mielite transversa aguda, uma inflamação que afeta a medula espinhal e bloqueia a comunicação entre o cérebro e o corpo, fazendo com que fique paraplégico. Durante os exames, os médicos também descobriram duas lesões no cérebro e uma doença autoimune no sangue. Agora, a família está realizando uma vaquinha online para auxiliar no pagamento do tratamento, já que o processo exige viagens a Joinville, Jaraguá do Sul e São Bento do Sul, além das fisioterapias e exames de alto custo.

Segundo a mãe, Cleide Terezinha Ivans, o jovem, que até o dia 12 de setembro levava uma vida ativa e trabalhava viajando com o irmão, começou a sentir formigamento nas pernas e cansaço. No início, pensou que fosse apenas o resultado de uma longa viagem de trabalho. Ao ir ao hospital pela primeira vez, o médico achava que poderia ser uma crise de ansiedade. “No sábado seguinte, ele foi levantar, ele já quase não sentia mais as pernas. Corremos com ele para o hospital de novo, lá ele ficou internado por oito dias”, comenta a mãe.

No dia seguinte ao da internação, Erick já não sentia nem o estômago, bexiga, intestino e as pernas. Os exames realizados em São Bento do Sul constataram mielite transversa aguda. Depois de passar por consultas em São Bento do Sul e Jaraguá do Sul, a família foi encaminhada para Joinville, onde o são-bentense segue internado há mais de duas semanas.

Em Joinville, ele realiza um tratamento semelhante a uma hemodiálise, que substitui o plasma do sangue por um líquido especial para reduzir a inflamação. “A gente está vendo a diferença, a evolução está sendo bem nítida, que ele está melhorando bastante”, conta. Cleide explicou que ele precisará de fisioterapia diária, uso contínuo de medicamentos e acompanhamento especializado para tentar reverter a paralisia.

O tratamento é caro e, segundo ela, o Sistema Único de Saúde (SUS) não consegue atender à frequência necessária, oferecendo apenas duas sessões de fisioterapia por semana. “Estamos pagando as outras fisio dele por fora, exames, consultas, que não são baratas. A consulta com o neurologista lá embaixo, esse neuro que a gente pegou para ele lá embaixo, a consulta dele é R$ 800 a consulta. A gente que é pobre, eu nem estou trabalhando, porque eu não estou podendo trabalhar no momento para cuidar dele”, desabafa a mãe.

A família tem esperança de que o processo de cura faça com que a reversão aconteça. “Mas isso pode levar um ano, pode levar menos de um ano, pode levar mais de um ano. Ele [o médico] não sabe, mais ou menos, quanto tempo vai levar para o meu filho voltar.” Para custear o tratamento, as viagens, os medicamentos necessários e as fisioterapias, a família realiza uma vaquinha online que pode ser acessada pelo QR Code.

Para ajudar
Quem tiver interesse em colaborar, pode acessar o site https://www.vakinha.com.br/5785504.

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