Dois cursos de medicina da região recebem nota mínima em avaliação do Ministério da Educação

Baixa avaliação pode resultar em sanções, como suspensão de vagas e restrições ao Fies e ProUni
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• Atualizado 4 meses atrás.

Cursos de Medicina da região estão entre os que receberam nota mínima na avaliação do MEC (Foto: Divulgação)
Cursos de Medicina da região estão entre os que receberam nota mínima na avaliação do MEC (Foto: Divulgação)
Cursos de Medicina da região estão entre os que receberam nota mínima na avaliação do MEC (Foto: Divulgação)

Em meio às discussões em São Bento do Sul sobre a preparação e a qualidade de novos médicos, diante das polêmicas envolvendo os atendimentos na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), nesta segunda-feira (19), o Ministério da Educação divulgou relatório do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed 2025), o qual avaliou 351 cursos de Medicina no ano passado e destes, 107 ficaram com notas 1 e 2 e vão sofrer sanções. Outros 243 cursos tiveram avaliações regulares e boas, com notas de 3 a 5, e um curso não pontuou e ficou sem conceito.

Em Santa Catarina, são 15 cursos avaliados, e apenas 2 tiveram notas mínimas, ou seja, receberam nota 1. Por coincidência, dois cursos aqui na região. Um deles na UNC, em Mafra, e outro na Estácio, em Jaraguá do Sul. O restante oscilou entre 3 e 4, e nenhum chegou a 5, sendo esta a nota máxima. O Enamed mede a qualidade da formação médica a partir do desempenho coletivo dos estudantes concluintes no exame.

Para os cursos com baixa avaliação, como da UNC e da Estácio, o MEC anunciou um pacote de medidas de supervisão e sanções como forma de induzir melhorias na formação médica. Entre as principais consequências para as instituições estão a suspensão temporária de novas matrículas; redução do número de vagas; impedimento de expansão de vagas ou abertura de novos processos seletivos enquanto perdurar a avaliação insatisfatória; e restrição ao acesso a programas federais de financiamento estudantil, como Fies e ProUni.

Supervisão
Estes cursos que apresentarem baixo desempenho poderão ser alvo de supervisão estratégica, com exigência de esclarecimentos e ações de melhoria, e casos mais extremos poderão resultar em desativação da oferta do curso, caso não sejam atendidos os padrões de qualidade esperados nas avaliações subsequentes. As medidas fazem parte dos esforços do MEC para elevar a qualidade da formação médica no país diante dos desafios colocados por indicadores que mostram que cerca de um terço dos cursos de medicina ainda não atinge níveis satisfatórios de desempenho.

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