Há anos Santa Catarina não via uma disputa tão acirrada ao Senado como na eleição deste ano. Com duas vagas em jogo e ao menos seis candidatos com potencial, a previsão é de que a definição será apenas na reta final da campanha. A pesquisa IPC, contratada pela Associação Catarinense de Jornais (ACJ) e publicada nesta quinta-feira, sob o registro SC-09951/206, confirma a expectativa.
Considerando o voto 1, ou seja, o preferencial do eleitor, no levantamento estimulado, Carlos Bolsonaro (PL) desponta na frente, 27,4%. Amin (PP), com 17,8%, Décio Lima (PT), com 16,8% e Carol de Toni (PL), 14,4% vêm atrás – todos empatados dentro da margem de erro, que é de 3% para cima e para baixo. Lunelli (MDB), com 7%; e Afrânio (PSOL), 2% fecham a lista. No voto 2 – a chamada segunda opção do eleitor -, Carol lidera com 24,6%, seguida pelos indecisos (16,9%), Amin (16,3%), Carlos (11,1%), Décio (10,2%), Afrânio (5%) e Lunelli (4,4%).
Somatório
Ao analisar as somas dos votos 1 + voto 2, quando se tem uma noção mais clara do que deve ser o resultado final, o empate técnico fica evidente entre os três primeiros – Carol (39%), Carlos (38,6%) e Amin (34%). Décio fica atrás com 27% e os indecisos somam 24,1%. Os demais têm números bem abaixo.
Presidência
No levantamento espontâneo (quando não aparecem os nomes) do IPC para a presidência da República, a liderança de Flávio Bolsonaro (PL), com 37,4%, apenas confirma a tendência conservadora do catarinense. Chama atenção os indecisos (28,1%). Lula (PT) fica em terceiro, com 22,9%.
Vantagem
Na pesquisa estimulada à presidência (quando os nomes dos candidatos aparecem), Flávio dispara para 46%, encaminhando uma vitória em primeiro turno em SC. Lula aparece em segundo, com 25%. Destaque negativo para Zema (Novo) e Caiado (PSD), que nos dois cenários não chegam a 5%, entre os 1.050 entrevistados em SC.




