Um desentendimento ocorrido fora do ambiente institucional repercutiu fortemente na tribuna da Câmara de Vereadores de São Bento do Sul. O vereador Diego Niespodzinski (MDB) relatou ter sido abordado de forma incisiva e constrangedora pelo prefeito Antonio Tomazini (PL). O caso havia repercutido na imprensa local ainda na segunda-feira (24), quando tudo aconteceu em um restaurante da cidade, no horário de almoço.
Segundo o parlamentar, o prefeito o interpelou publicamente a respeito de publicações veiculadas em suas redes sociais sobre o andamento dos trabalhos de infraestrutura na Estrada Cruzeiro, rotulando-o de forma pejorativa de “rapaz dos vídeos” pela postura fiscalizadora adotada nas ruas.
Durante o pronunciamento, Niespodzinski enfatizou que o caso ganhou notoriedade após informações terem sido repassadas por pessoas ligadas ao governo municipal à imprensa local, o que o levou a esclarecer os fatos para a comunidade. O emedebista sustentou que seu papel como representante da oposição é propositivo e que tem atuado diretamente nos bastidores para evitar atritos maiores, citando como exemplo a mediação recente com moradores e comerciantes da Estrada Cruzeiro para impedir o bloqueio da via em protesto contra transtornos da obra.
O vereador pontuou que o respeito institucional precisa ser mútuo e garantiu que não mudará a dinâmica de trabalho presencial nas comunidades. “Se fiscalizar vai incomodar o poder, eu prefiro incomodar o poder do que decepcionar a população que confiou o voto em mim”, declarou.
Em aparte, o vereador Rodrigo Vargas (PP) manifestou solidariedade ao colega e afirmou que situações semelhantes de confronto verbal em locais públicos envolvendo o prefeito Antonio Tomazini já foram vivenciadas por outros parlamentares, citando episódios anteriores envolvendo a si próprio e a vereadora Zuleica Voltolini (PP). O progressista destacou a legitimidade da atuação legislativa como instrumento de cobrança conferido pelo voto popular, ressaltando que a fiscalização e os apontamentos de melhorias aos secretários fazem parte do dever constitucional dos eleitos.
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