Defesa Civil garante que remoção de árvore em Bateias de Cima seguiu trâmites legais

Órgão cita risco de acidentes e documentação para justificar o corte

• Atualizado 26 dias atrás.

Laudo apontava o risco de queda da árvore, e por isso foi feito o corte (Foto: Divulgação)
Laudo apontava o risco de queda da árvore, e por isso foi feito o corte (Foto: Divulgação)
Laudo apontava o risco de queda da árvore, e por isso foi feito o corte (Foto: Divulgação)

A retirada de uma árvore nas proximidades de uma igreja e de uma escola no distrito de Bateias de Cima, em Campo Alegre, gerou comentários e questionamentos na comunidade nos últimos dias. Diante da repercussão, o coordenador da Defesa Civil municipal, Cleo Machado, explicou os motivos da intervenção e afirmou que o procedimento foi realizado com a documentação necessária.

De acordo com Machado, a árvore estava localizada junto à entrada da escola, em uma área utilizada para o estacionamento e o embarque de estudantes nos ônibus escolares. Ele relata que alguns galhos já haviam caído e que havia preocupação com a segurança das crianças e das demais pessoas que circulavam pelo local. “Com certeza, um galho poderia cair sobre uma criança a qualquer momento”, afirmou.

Machado também mencionou um decreto assinado em 18 de março pelo Governo do Estado, que trataria da retirada de árvores que apresentassem risco iminente de queda. Segundo ele, a situação da árvore de Bateias de Cima foi analisada dentro desse contexto, devido à localização e aos riscos apontados.

Antes do corte, conforme explicou, foram providenciados documentos e um laudo, além de terem sido encaminhadas informações ao responsável pela igreja localizada nas imediações. Machado afirma ainda que a retirada foi solicitada pela maioria das pessoas da comunidade com quem conversou.

Outro questionamento levantado após o corte foi relacionado à natureza da propriedade onde a árvore estava localizada. Sobre esse ponto, Machado argumenta que a igreja pertence à comunidade e que a intervenção teve como principal objetivo garantir a segurança dos frequentadores do local e dos estudantes.

Ele acrescentou que a Defesa Civil assumiu os custos do serviço, incluindo o corte, a limpeza e a retirada dos resíduos, para que as despesas não fossem repassadas à comunidade religiosa. “Eu fiz a documentação, retirei a árvore, paguei a limpeza e mandei retirar tudo do local para que isso não gerasse custos para a igreja”, explicou.

O coordenador afirmou que possui os documentos e o laudo relacionados ao procedimento e que pretende apresentá-los para demonstrar que o corte seguiu os encaminhamentos exigidos. Ele reforçou que a decisão foi tomada diante da preocupação com o risco de acidentes no local.

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