De catequista a diácono: a caminhada de fé de Sergio Ranke na Paróquia Puríssimo

São-bentense recebe a ordenação neste sábado (14), em Joiville

• Atualizado 5 meses atrás.

São-bentense recebe a ordenação neste sábado (14), em Joiville (Foto: Zuciane Peres / A Gazeta)
São-bentense recebe a ordenação neste sábado (14), em Joiville (Foto: Zuciane Peres / A Gazeta)
São-bentense recebe a ordenação neste sábado (14), em Joiville (Foto: Zuciane Peres / A Gazeta)

Foram três anos de formação, idas constantes a Joinville, muita dedicação e, acima de tudo, oração. Agora, o grande dia chegou para Sergio Ranke. Neste sábado (14), ele será ordenado diácono permanente. A celebração acontecerá na Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Joinville, pelo arcebispo Dom Francisco Carlos Bach.

Por lá, quem estará presente são os familiares e amigos, incluindo um grupo da Paróquia Puríssimo Coração de Maria, da qual ele faz parte, que também vai marcar presença. “Estou fantasticamente feliz e muito emocionado”, resume.

A emoção, aliás, tem sido mais forte nesta última semana. São dias que Sergio pretende guardar com carinho, reflexo do acolhimento que vem recebendo da comunidade. Agora, com a nova missão dentro da Igreja, ele vê o diaconato como uma continuidade de tudo aquilo que já vem fazendo na comunidade ao longo dos anos. Quem o conhece sabe de sua presença constante na vida paroquial, sempre disposto a ajudar onde fosse necessário.

Mas se hoje ele possui esse envolvimento, é graças a sua mãe, dona Tereza. Natural de São Bento do Sul e vindo de uma família de dez irmãos, ele aprendeu o caminho da fé ainda criança, levado por ela às missas semanais. Até hoje, ele guarda a imagem clara da mãe com o terço em mãos. “Minha mãe sempre foi uma pessoa de muita fé e, desde que me conheço por gente, vivo na igreja. Ela até tinha esperanças de que eu fosse padre, mas acabou não dando certo”, recorda.

Dona Tereza faleceu no ano passado, após enfrentar o Alzheimer por quatro anos. Ela chegou a acompanhar parte da caminhada do filho. “No começo da doença, ela ainda me viu como ministro da Eucaristia. Como diácono, ela vai me ver do céu”, diz ele, com um sorriso.

Caminhada na comunidade
Uma das primeiras missões de Sergio na Igreja foi como catequista, função que sempre gostou pela proximidade com os jovens. Atualmente, ele atua como catequista para adultos e atua na preparação de noivos. Ao longo dos anos, tornou-se ministro da Eucaristia e também ajudou na fundação da Pastoral Judiciária na paróquia.

Além disso, Sergio também faz parte da Associação Desbravus, grupo de voluntários que ajudou a construir o Bosque São Bento. Por toda a entrega e dedicação, Sergio é modesto ao falar da própria caminhada. Mas quem o conhece sabe que ele se tornou uma pessoa de confiança dentro da comunidade, tanto para os padres quanto para os fiéis. Muitos, inclusive, comentam como suas palavras costumam tocar e evangelizar.

“Eu digo assim, Deus é tão bom conosco e quando você coloca o coração, aquilo que você ama e pede, Ele faz tudo acontecer. Tem aquela canção do padre Zezinho, toda vez que vou falar, eu falo assim ‘Dá-me a palavra certa, nora hora certa, do jeito certo para a pessoa certa’. Isso que a gente precisa pedir a Deus, porque se a gente deixar a nossa humanidade falar, eu digo por mim, não ia ser nada. Tanto é que se você faz uma coisa sem rezar, geralmente não dá certo”, fala.

Desejo do diaconato
Mesmo atuando em várias frentes, Sergio sentia que podia contribuir mais. O desejo pelo diaconato começou a amadurecer aos poucos e ganhou força em 2022, com a chegada do padre Luciano Toller à paróquia e o anúncio da criação da Escola Diaconal na Arquidiocese de Joinville.

A “resposta” que ele esperava veio durante uma novena de Nossa Senhora Desatadora dos Nós, coincidindo com um acampamento religioso em Colombo (PR). A confirmação para iniciar a formação veio logo em seguida. Os estudos começaram em fevereiro de 2023, no seminário de Joinville, com encontros quinzenais, de sexta a domingo.

A rotina exigiu conciliar viagens, trabalho, família e as atividades paroquiais. Mas apesar da correria intensa, o sentimento é de gratidão pelo aprendizado e pela convivência com outros homens que partilhavam o mesmo propósito. “Digamos que o diaconato não é um chamado. É como se fosse aquilo que você já vem fazendo, mas agora com mais responsabilidade. É a continuação de um trabalho constante pela igreja, resume.

Programe-se
– Ordenação de Sergio Ranke
– Sábado (14): Ordenação às 9 horas, na Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.
– Lema: “Eu, porém, estou no meio de vós como aquele que serve” (Lc 22,27).
– Sexta-feira (13): Missa e bênção das vestes diaconais, às 19 horas, na Igreja Matriz.
– Domingo (15): Missa de acolhida na Matriz, às 9h30.
– Primeira celebração como diácono: Dia 28 (Domingo de Ramos), na Comunidade Nossa Senhora Rosa Mística (Bairro Rio Negro).

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