Ayrton Senna, Disney, biomas brasileiros e arquitetura alemã. Esses foram alguns dos temas que os alunos da Escola Roberto Grant apresentaram na Feira do Conhecimento, realizada na instituição. Ao longo do dia, alunos e professores transformaram o ambiente escolar em um grande espaço de criatividade e troca de conhecimentos. Em todas as salas havia algo acontecendo. Muitos estudantes estavam caracterizados de acordo com os temas apresentados.
Alguns usavam trajes típicos, outros fizeram maquiagens e houve ainda quem levasse equipamentos e objetos para enriquecer as demonstrações. Todo esse envolvimento chamou a atenção dos visitantes. Inclusive, alunos de outras escolas prestigiaram a feira, o que resultou em grande movimentação durante todo o dia.
Ao todo, foram apresentados 70 trabalhos nesta edição, desenvolvidos por estudantes do 1º ao 3º ano do ensino médio, que formaram equipes, definiram um professor orientador e, ao longo de cerca de dois meses, realizaram pesquisas e organizaram as apresentações. O tema era livre, permitindo que os estudantes explorassem assuntos de diferentes áreas do conhecimento. Conforme a diretora, Roselaine Matykevicz, apenas os temas considerados mais sensíveis passaram por algumas limitações, sempre com o acompanhamento dos professores orientadores.
Amazônia, química e o mundo Barbie
Numa das salas, os alunos recriaram a Floresta Amazônica, com direito a árvores, animais, rios e muito verde. Tudo, claro, cenográfico, para transportar os visitantes ao bioma durante a apresentação. E todo o trabalho, que arrancou elogios dos visitantes, foi desenvolvido pelas alunas do terceiro ano, Kethlyn Palhano Cruz, Ana Luiza Arruda, Ana Maria Rohrbacher, Júlia Schiessl. Elas produziram a sala interativa para conscientizar o público sobre a preservação da floresta.
No ano passado, o grupo havia realizado um trabalho sobre a preservação dos oceanos. Para a montagem deste ano, foram utilizados materiais como folhas, papelão e cola de trigo. O tronco da árvore, por exemplo, foi feito com papelão. As alunas também reutilizaram materiais de trabalhos anteriores. Entre os animais representados estavam espécies como quatis, jacarés, onças-pintadas e tamanduás.
Já em outro corredor, o que chamou a atenção foi o espaço decorado com elementos em tons de rosa, que remetiam ao universo da Barbie, trabalho que foi desenvolvido pelas alunas do segundo ano Kemilly Gauziski, Laura Stahelin, Lívia Sales Morais e Rihanna Soares Batista Fragoso.
O tema aborda a evolução da Barbie e sua relação com a sociedade ao longo dos anos. De acordo com Laura, o grupo percebeu que a sociedade passou por muitas transformações e diversidades ao longo do tempo, e que, no início, as Barbies não representavam essa realidade, já que as mulheres enfrentavam muitas limitações naquela época. Por isso, o grupo sentiu a necessidade de apresentar todos os tipos de Barbies, representando diferentes corpos e cabelos.
Ela menciona que, quando se pensa em Barbie, a imagem mais comum ainda é a da boneca loira, de olhos azuis e magra, mas que atualmente a marca busca representar todas as mulheres. “Hoje ela mostra todos os tipos de pelo, cabelo, tipo de corpos e também tem Barbies com deficiência. A boneca traz toda a representatividade de como a sociedade está agora”, relata. Durante a apresentação, as estudantes entraram no clima, caracterizadas como a boneca, e também contaram o histórico. A Barbie foi criada em 1959, nos Estados Unidos, e o grupo realizou pesquisas sobre a história da boneca para embasar o trabalho.
Quem partcipou da feira pela primeira vez foram os alunos Pedro Moser, Guilherme Rodrigues, Yasmin Pilat e Isabelly Gortler. Os quatro, que estão no primeiro ano do ensino médio, desenvolveram um trabalho sobre indicador natural de pH utilizando repolho roxo. Por isso, o que se via no projeto eram experimentações, com vidros contendo substâncias químicas utilizadas nas análises.
O grupo explica que decidiu abordar o tema porque gosta da disciplina de Química. Segundo Yasmin, a turma teve uma aula com a professora Cleide, na qual o experimento foi apresentado, o que despertou o interesse dos estudantes em reproduzi-lo na feira. Inclusive, eles comentaram que como a escola realiza as atividades práticas, isso acaba facilitando no aprendizado. “Acho legal porque a gente usa mais coisas práticas, então é mais fácil de entender e compreender o assunto”, afirma Guilherme.







