O pai de um menino de 9 anos, aluno da Escola Municipal Professora Irene Olinda Teifke Ribeiro, no bairro Campo Lençol, entrou em contato com A Gazeta. O menino sofreu um choque elétrico na sala de aula, após um coleguinha ter colocado um clipe em uma das tomadas e seu filho ter retirado esse objeto. De acordo com o pai, a família ficou sabendo do episódio apenas na hora de buscar o filho na escola.
Conforme o pai, as crianças falaram que alguém teria que tirar o clipe da tomada para não explodir o local e seu filho, que tem TDH, ficou com medo da sala explodir e tirou o clipe, levando uma pequena descarga elétrica. O pai questiona como tal situação aconteceu mesmo com professores presentes na sala.
O homem afirma que o episódio aconteceu no período da manhã, mas nem ele e nem a mãe foram avisados do ocorrido no momento. “A gente só veio ter conhecimento na hora que a minha esposa foi buscar o meu filho e minha filha, que estudam na mesma escola. A diretora relatou o acontecido, alegando que não conseguiu contato. Meu filho ficou o dia inteiro ali depois de levar esse choque sem uma pré-avaliação para ver se estava tudo bem. O que me deixa bem revoltado é que a gente não tomou conhecimento de nada disso. E se ele leva uma descarga elétrica mais forte, ele poderia ter vindo a óbito na hora”, desabafa.
O familiar afirma que a escola possui um laudo médico de que seu filho tem TDH e precisa de atenção diferenciada. O pai também afirma ter confeccionado boletim de ocorrência e que o ocorrido será encaminhado ao Ministério Público para que sejam tomadas as medidas cabíveis. “O que pedimos é uma atenção da Secretaria de Educação com relação a segurança de nossos filhos dentro das escolas”, sugere.
Ele cita ainda que o filho já passou por outra situação constrangedora, em 2023, quando uma professora não permitiu que o menino fosse ao banheiro e ele chegou em casa molhado de urina.
Por fim, o pai cita o Código Civil Brasileiro, que aponta que ‘no contexto escolar, a instituição pode ser responsabilizada por danos sofridos pelos alunos, mesmo sem comprovação de culpa direta, o que caracteriza a chamada responsabilidade objetiva’. “Além disso, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) reforça a responsabilidade das escolas em garantir a proteção e o bem-estar das crianças e adolescentes, reconhecendo o dever de assegurar a integridade física e moral dos alunos”, finaliza o pai.
O que diz a Prefeitura
Em contato com a Secretaria de Educação, a secretária Sandra Mara Hacke Brambilla afirmou estar ciente do ocorrido. Segundo ela, serão tomadas as medidas cabíveis a partir dos registros das câmeras de segurança da escola e também através de conversas com o gestor e professor da unidade de ensino ‘para entender realmente o que aconteceu’.
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