O Coronel Armando confirmou sua candidatura a deputado federal nas eleições deste ano, agora filiado ao Progressistas (PP). Com atuação na região Norte e no Planalto Norte de Santa Catarina, o militar da reserva e ex-deputado federal busca retornar à Câmara dos Deputados. Nas eleições de 2022, Armando recebeu quase 56 mil votos pelo Partido Liberal (PL), ficando como primeiro suplente.
Em 2023, assumiu a Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil, onde enfrentou um dos períodos mais críticos de enchentes em Santa Catarina, com 260 municípios em situação de emergência simultânea. Recentemente, retornou à Câmara por quatro meses e oficializou sua mudança para o PP, a convite do senador Esperidião Amin. “Eu fui para o PP com o aval do Bolsonaro. Ele me deu todo o aval, até porque ele foi do PP por 11 anos e quer que a direita seja reforçada com valores conservadores”, explicou.
Com base eleitoral em Joinville, o candidato destaca a importância de estender essa representação para a Associação dos Municípios do Nordeste de Santa Catarina (Amunesc), a Associação dos Municípios do Vale do Itapocu (Amvali) e a Associação dos Municípios do Planalto Norte (Amplanorte). Segundo ele, a região do Planalto Norte, que engloba cidades como São Bento do Sul, Rio Negrinho e Campo Alegre, precisa de representante federal.
Aos 69 anos de idade e com 32 anos de serviços prestados ao Exército, o Coronel Armando defende que o trabalho de um parlamentar deve ser avaliado pela criação de leis. Ele é autor de mais de 50 projetos, incluindo a unificação do número da carteira de identidade com o CPF, a prorrogação da validade de receitas médicas de uso contínuo e a isenção de taxas de cartório para pessoas com deficiência. Ele também adota uma postura crítica em relação ao atual modelo de emendas parlamentares. “A emenda transferiu o poder para o Legislativo. Gera corrupção. Eu que devo fiscalizar não devia estar com isso”, pontuou, destacando que o modelo prejudica a capacidade de investimento estrutural do governo federal.
Na área da saúde, em vez de depender de repasses pontuais, ele propõe um projeto de lei que concede isenção de 50% na conta de energia elétrica para hospitais públicos e filantrópicos de todo o país, financiado por um sistema de bandeiras tarifárias. “Isso atinge todos os hospitais do Brasil, e não aquele que recebe emenda de um deputado. É uma forma de melhorar a saúde, uma visão de redistribuição”, detalhou.
Voto consciente
Para a campanha que se aproxima, ele faz um apelo pela conscientização do eleitorado, pedindo que a população analise o histórico dos políticos.



