Enquanto centenas de pessoas passam pela Igreja Matriz Puríssimo Coração de Maria para comprar as tradicionais delícias da Festa da Padroeira, um grupo de voluntários trabalha nos bastidores para que tudo esteja pronto. Ainda de madrugada, eles deixam suas casas para preparar massas, recheios, carnes, pães, cucas e tantas outras receitas que fazem parte da tradição da paróquia.
Para muitos deles, o trabalho voluntário vai além da cozinha. É um gesto de fé, convivência e serviço. Entre risadas, orações e receitas preparadas em equipe, eles transformam o Centro Social em um espaço de amizade e dedicação.
Um dos exemplos é Dirceu Buttechewitz, de 73 anos. Há 14 anos, ele participa da equipe de voluntários da cozinha e já faz parte da rotina das promoções da paróquia. Antes mesmo de iniciar os trabalhos, faz questão de passar pela Capela do Santíssimo para um momento de oração. Depois, ao lado da esposa, Beatriz, segue para a cozinha, onde assa as carnes para o almoço dos voluntários e ajuda em outras tarefas sempre que necessário.
Além do serviço à comunidade, Dirceu destaca que o voluntariado também lhe proporcionou grandes amizades. Pai de dois filhos e avô de cinco netos, ele afirma que a família é sua maior motivação. “Eles são a minha vida. Tudo que faço é pensando neles”, conta.
Outro rosto conhecido é o de Augusto Demarchi, de 78 anos, que há cinco anos integra a equipe de voluntários. Incentivado pela esposa, Ana Lori, ele encontrou na cozinha uma forma de servir à comunidade e promete continuar enquanto tiver disposição. Seu posto quase sempre é o mesmo: preparar as frutas utilizadas nos recheios. Mas, quando alguém precisa de ajuda, ele logo se oferece para colaborar. “Aqui todo mundo se ajuda”, resume.
Pai de dois filhos e avô de três netos, Augusto também participa do Coral Santa Cecília e frequenta as missas da paróquia. Para ele, o trabalho voluntário é motivo de gratidão. “Até quando tiver força, vou estar aqui”, afirma.
Embora a maioria dos voluntários da cozinha seja formada por mulheres, os homens também desempenham um papel importante em todas as etapas da produção. Segundoo padre Luciano Toller, essa participação contribui para o espírito de união vivido na paróquia. “Cada um com aquilo que é específico, com sua sensibilidade, com seu jeito de ser, é um ponto de equilíbrio ter os homens nesta cozinha. Cada um tem seu espaço. Não há muita distinção de serviço, todo mundo faz todas as coisas”, destaca.
Com a proximidade do Dia dos Pais, o sacerdote também relembra os ensinamentos recebidos do pai, Fernando, e do avô, José Odemar, a quem chama carinhosamente de “nonno”. Entre as características herdadas, ele cita a simplicidade, o bom humor e o exemplo de dedicação à família.
Delícias seguem à venda
As vendas de cucas, rocamboles, tortas, joelhos, pães, broas, bolos secos e bolos de bolacha continuam nesta sexta-feira e sábado, das 7h30 às 20h, ou enquanto durarem os estoques. Na próxima semana, a produção segue em ritmo intenso para atender a programação da Festa da Padroeira da Igreja Matriz Puríssimo Coração de Maria.
Confira os valores:
Cuques 1/4 (banana com farofa, farofa, maçã, laranja, uva e nata): R$ 15;
Cuques 1/4 (requeijão, coco e abacaxi): R$ 20;
Rocamboles (creme, laranja, uva, chocolate e amendoim com doce de leite): R$ 20;
Tortas (abacaxi, maçã, coco, requeijão e banana): R$ 30;
Joelhos (pacote com cinco unidades): R$ 15;
Pães e broas (aipim, batata-doce, trigo, integral e milho): R$ 15;
Bolo seco: R$ 15;
Bolo de bolacha: R$ 20




