Conheça o novo programa de reciclagem em Rio Negrinho, que prevê distribuição de sacos plásticos padronizados

Iniciativa busca ampliar e modernizar a coleta seletiva no município

• Atualizado 10 dias atrás.

Proposta foi aprovada na sessão de segunda-feira (30) (Foto: Divulgação)

Foi aprovado, durante a sessão da última segunda-feira (30) da Câmara de Vereadores de Rio Negrinho, o projeto de lei que institui o programa “Recicla + Rio Negrinho”, iniciativa que busca ampliar e modernizar a coleta seletiva no município. A proposta prevê a distribuição de sacos plásticos padronizados para o descarte de recicláveis, que serão recolhidos por serviço público ou empresa contratada, sob coordenação do Serviço Autônomo Municipal de Saneamento Básico (Samae), e encaminhados a cooperativas ou associações licenciadas para triagem e comercialização.

O texto também estabelece que apenas entidades credenciadas poderão realizar a coleta, transporte e processamento dos materiais, com o objetivo de garantir rastreabilidade, segurança sanitária e eficiência no sistema. Além disso, o programa pretende incentivar a participação da comunidade, fortalecer cooperativas e reduzir o volume de resíduos destinados ao aterro sanitário, abrangendo áreas urbanas e rurais. Durante a discussão do projeto, vereadores ressaltaram a relevância da proposta, mas apontaram a necessidade de ampliar ações educativas e de fiscalização.

O vereador Manoel Alves Neto, o Maneco (UB) destacou que o programa é importante para conscientizar a população, mas alertou que os resultados não serão imediatos. “É um trabalho demorado, não é da noite para o dia, e vai gerar reclamações”, afirmou. Na mesma linha, o vereador Anderson Patrick de Castro (Progressistas) defendeu o fortalecimento da educação ambiental, especialmente nas escolas. Segundo ele, a formação de hábitos deve começar ainda na infância. “O caminho é levar isso para os pequenos”, disse, sugerindo a ampliação do programa com ações contínuas no ambiente escolar.

Incentivos para cooperativas
A vereadora Keti Schroeder (PL) também reforçou a necessidade de conscientização e chamou atenção para problemas recorrentes de descarte irregular em bairros do município. Ela defendeu incentivos para a criação de cooperativas locais e maior apoio do poder público. “Precisamos buscar formas de trazer cooperativas para a cidade e dar suporte para que isso funcione”, pontuou. Já o vereador Alex Alencar enfatizou o impacto ambiental da proposta e a importância de reduzir o envio de resíduos ao aterro. Ele destacou que o projeto contribui para prolongar a vida útil dessas estruturas e reforçou que a adesão da população será fundamental.

Nedlin Sacht Padilha (Novo) avaliou o programa como um avanço na área ambiental, mas mencionou a necessidade de medidas complementares para coibir o descarte irregular, incluindo possíveis regulamentações e punições. O vereador Daniel Henrique Gonçalves (PL) avaliou que a padronização dos sacos deve facilitar o trabalho dos coletores e evitar que materiais recicláveis sejam misturados ao lixo comum, problema frequentemente relatado pela população.

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