Conheça o casal de São Bento que superou resistência familiar para viver história de amor

Entre dificuldades e escolhas, o casal segue unido

• Atualizado 1 meses atrás.

Para o casal, a Igreja Matriz é especial para a história a dois (Foto: Larissa Hirt / A Gazeta)
Para o casal, a Igreja Matriz é especial para a história a dois (Foto: Larissa Hirt / A Gazeta)
Para o casal, a Igreja Matriz é especial para a história a dois (Foto: Larissa Hirt / A Gazeta)

O ano era 1986, a data, 16 de maio, e o horário era 18h30. Era uma sexta-feira. Foi nesse momento que Ataliba Antunes Fernandes e Irene Kollross se tornaram marido e mulher. Mas a história do casal começou antes disso, em uma danceteria, no Bandeirantes. Por volta da meia-noite daquele sábado, a música ficou lenta e Ataliba, devagar, chegou a Irene e a chamou para dançar. Foi assim que eles começaram a conversar, sem WhatsApp, mensagem pelo Instagram ou qualquer outro aplicativo. “Na saída do Bandeirantes, falamos assim, ó, se você quer me encontrar novamente, você me encontra sábado, às 19h, na Igreja Matriz, que só tinha missa no sábado à noite aqui. Eu poderia sair de casa para vir à missa, que os meus pais deixavam”, recordou Irene.

Apreensiva, sem saber se ele iria ou não aparecer, ela seguiu o dia fazendo os serviços. Foi para a roça, buscou as batatas, tomou um banho e pegou o ônibus às 17h30, de Serra Alta, onde morava, para a Igreja Matriz Puríssimo Coração de Maria. “Quando eu cheguei ali embaixo, na escadaria da igreja, olhei para cima e ele estava me esperando”, comentou, com brilho nos olhos.

Nesse momento, ela já tinha certeza de que Ataliba seria seu marido. Eles mantiveram o combinado de se encontrar na missa e, depois, ele a acompanhava até em casa, a pé. “Conversando no portão, a minha mãe já gritou: ‘entra, é feio ficar namorando no portão’. Ali foi o início. Ele entrou um pouco, mas, como morava longe, logo voltou para casa”, relembra.

Nem tudo são flores
Depois de alguns encontros na missa, Fernandes foi até a casa dela para pedir aos pais a permissão para namorarem. Ali, houve resistência por parte da família de Irene. “Foi bem difícil, porque, eles aqui têm o costume de família alemã se juntar com família alemã. Eu não sou natural daqui. Aí não fechava no entender deles”, disse. Mesmo assim, “concordaram” com o namoro.

Irene queria muito ficar com ele. Mas Ataliba fez a proposta de não continuar. “Não vai dar certo. A gente continua, a tua família não quer, não aceita. Então, eu não quero arrumar confusão”, falou. Ele ainda recordou que, na época, ela fez uma proposta “louca” de alugar um local e irem morar juntos. “Eu disse, você está ficando doida.”

Nessa mesma época, o pai de Fernandes ficou doente, e ele voltou para a cidade natal, em Campos Novos. “Ela pegou férias e foi lá, atrás de mim. A gente conversou, ela conheceu a minha família e tudo. E, depois, ela retornou, porque ela tinha que voltar a trabalhar”, comentou. Após resolver os problemas, ele retornou para São Bento e continuaram o namoro.

O casamento
Irene ainda estava com a ideia de morar com Ataliba. E assim fizeram. “Passados uns dias, os pais dela foram lá em casa, me pegaram no pé e falaram: ‘já que vocês estão juntos, vamos fazer o seguinte, vocês vão casar’.” A partir da conversa entre eles, o casamento começou a tomar forma. Eles não queriam festa, mas chegaram a um meio-termo: uma cerimônia simples e um jantar organizado pela família dela. O casamento foi marcado para uma sexta-feira e aconteceu de maneira discreta, exatamente como o casal desejava.

Hoje, somando os anos de namoro, o período em que viveram juntos antes do casamento e os mais de 40 anos de união oficial, são 43 anos de história compartilhada. Eles ainda fazem pão juntos, dividem as tarefas do dia a dia e recordam com orgulho os tempos em que o almoço de domingo era simples. “Não morremos, estamos aí até hoje”, brincam. Entre desafios, conquistas e muito companheirismo, construíram uma vida que, como eles mesmos dizem, “dá um livro”.

Confira na edição impressa desta sexta-feira (12) detalhes do casamento e da trajetória construída pelo casal ao longo de 43 anos de união.

Últimas notícias

padre Irineu Oto Brisch (2)
Equoterapia - Jonei (12)
batida bairro vila nova em rio negrinho
carro atingiu cavalo na BR-280, em são bento
PADRE E MARILDA - Zuciane (4)

Mais lidas

WhatsApp Image 2026-07-13 at 11.31
Santa-Catarina-registra-57°C-e-tem-19-cidades-com-temperaturas-abaixo-de-zero-20
Atropelamento em Serra Alta
mulher atropelada no bairro Dona Francisca
padrao-fotos-blumenau-2026-07-11t155252890

Notícias relacionadas