Quando pequena, Julia Carolina Helinski Gomes, de 26 anos, olhava para a realeza da Schlachtfest e o brilho no olhar aparecia. Agora, ela, que é formada em Administração, faz parte das candidatas à 42ª edição e quer proporcionar o brilho no olhar de outras crianças. “Desde então, sempre sonhei em me tornar realeza também e poder transmitir essa alegria e esse amor pela cultura para as próximas gerações”, disse.
Embora Julia não tenha descendência alemã na família, cresceu convivendo e aprendendo a admirar tradições que fazem parte da identidade de São Bento do Sul. “A culinária, as músicas, as danças, os trajes típicos e, principalmente, o envolvimento das famílias são coisas que sempre me encantaram”, mencionou.
Para ela, a Schlachtfest representa uma cultura que permanece viva porque é compartilhada, ensinada e celebrada por toda a comunidade. A candidata acredita que a festa representa a identidade da cidade, onde gerações se unem para celebrar as tradições e a história, além de movimentar a economia do município. “Eu fico pensando em quantas pessoas estão por trás de tudo isso para fazer a festa acontecer. E, além de envolver a comunidade, ela traz pessoas de outras cidades para conhecer e prestigiar São Bento do Sul. Então, para mim, a Schlachtfest é cultura, é tradição, mas também é geração de oportunidades, turismo e desenvolvimento para o município”, pontuou.
Um dos momentos mais aguardados por ela, além da escolha da realeza neste ano, é o desfile. Inclusive, quando lembra da festa, recorda um momento que a marcou. Em um ano, Julia trabalhou na festa e não iria conseguir assistir ao desfile, que, como ela definiu, é o coração da festa. “Mas consegui ver o desfile, rapidinho, e foi como um presente. No domingo, já no fim da festa, depois do trabalho, consegui tomar um chope e vi a banda saindo, tocando. Eu me senti genuinamente parte daquela energia. Foi leve, foi real, foi meu”, recordou.
Preparação
Os preparativos para o concurso estão sendo feitos com dedicação e pensados em cada detalhe. Ela comentou que, assim que pegou a ficha de inscrição, já procurou costureiras e marcou horário no salão. “Quero que meu traje traga elementos típicos, mas que também reflita minha própria essência. As cores, os bordados, as flores para o cabelo, tudo está sendo escolhido com muito cuidado”, disse.
Além da preparação do vestido, a candidata treina a oratória todos os dias. Ela não está vivendo o momento sozinha e se emociona ao saber que é um sonho construído por muitas mãos.



