Sábado, 5 de abril de 2025

Confira as ações de conscientização sobre o Outubro Rosa em São Bento

Palestras e campanhas estão ocorrendo neste mês

• Atualizado 1 dias atrás.

Outubro é marcado por ações e conscientização sobre o câncer de mama e colo de útero. A campanha do Outubro Rosa busca trazer informações e a reflexão do autocuidado. Durante esse mês, várias ações estão sendo realizadas em São Bento do Sul. 

A Unidade de Saúde 25 de Julho, por exemplo, prepara algo todo ano sobre a conscientização do câncer de mama. Desta vez, a unidade está fazendo a arrecadação de água de coco, que serão entregues para pacientes em tratamento oncológico. 

A enfermeira da unidade, Berenice Antunes, disse que a arrecadação vai até o dia 31 de outubro, e os pontos de coleta são Park dos Paladares, Padaria Osovsky, Billa Automóveis e Mercado HC. A enfermeira ainda explica que a água de coco ajuda a repor sais minerais, vitamina C, vitamina do complexo B e aminoácidos. “Também ajuda com outros nutrientes que contribuem para fortalecer a imunidade do paciente”, finaliza. 

Outras ações serão realizadas pela Rede Feminina de Combate ao Câncer. Neste sábado, acontece a campanha de preventivos na rede, e a agenda já está aberta. A diretora da Rede Feminina de Combate ao Câncer de São Bento do Sul, Olívia Schulz Fendrich, lembra que essas vagas são destinadas para quem trabalha e não pode fazer a sua prevenção durante a semana. “As vagas são limitadas”, reforça. 

No dia 21 de outubro, acontece a 5ª edição da Pizza Solidária, em parceria com a Due Pizza, e os cartões já estão à venda no valor de R$ 55. Durante o mês, as voluntárias estarão realizando palestras em várias empresas da cidade.

Já no dia 24, a Rede Feminina receberá uma homenagem na Câmara de Vereadores, pelos 25 anos comemorados este ano. E no dia 31 de outubro, acontecerá uma missa na Igreja Matriz São José, do bairro Serra Alta, dando o encerramento do Outubro Rosa e início do Novembro Azul.

Para esse mês, ainda está previsto o lançamento de um livro onde algumas pacientes contam sobre a sua história e a doença. O valor arrecadado com as vendas será revertido para a Rede Feminina.

Prevenção
O câncer de mama é o tipo que mais acomete mulheres em todo o mundo. É também o que ocupa a primeira posição em mortalidade por câncer entre as mulheres no Brasil. A prevenção é uma grande aliada da campanha. Quanto mais cedo diagnosticado o câncer de mama, maiores são as chances de cura.

A enfermeira Beatriz Liebl, da rede municipal de saúde, explica que, no início, é possível pegar lesões que não são tão graves, ao invés de ter que, por exemplo, tirar um útero com câncer de colo uterino. “Quanto mais cedo a gente diagnosticar, melhor o prognóstico e menos invasivo é o procedimento”, complementa.

Ela destaca que entre os fatores de risco estão a genética, sedentarismo, alimentação inadequada, tabagismo, sobrepeso, obesidade, uso contínuo de anticoncepcional, menopausa tardia e a primeira gravidez tardia, ou seja, depois dos 30 anos. A enfermeira também enfatiza a importância de observar os sintomas.

No câncer de mama pode haver alterações na mama, incluindo mudanças na pele, como vermelhidão ou aspecto de “casca de laranja”. Também pode haver secreção no mamilo ou diferença perceptível no tamanho das mamas. A presença de nódulos palpáveis é outro sinal de alerta. Já no colo do útero, possíveis sintomas são sangramentos após a relação sexual, dor durante o ato ou corrimentos anormais. 

Mas, mesmo sem sintomas, o ideal é sempre fazer alguns exames. Quanto ao câncer de mama, a preferência sempre é a mamografia. Beatriz explica que, quando tem histórico familiar de câncer, o rastreamento pode começar aos 35 anos ou dez anos antes da idade da pessoa da família que teve o câncer. “Se a mãe teve câncer com 50, pelo menos com 40 já tem que ter começado” cita, “quem não tem história familiar, nem outro fator de risco, dos 50 aos 69 anos, pelo menos fazer a mamografia”, complementa. 

Já quanto ao preventivo, o ideal é que seja realizado dos 25 aos 64 anos. “Não tem problema coletar antes ou depois, mas para fins de rastreamento, a maioria acontece nessa idade”, finaliza, lembrando que este é um mês voltado para o autocuidado e não ter medo de procurar um profissional para falar sobre o assunto. “ As mulheres podem fazer o autoexame domiciliar, mas pelo menos uma vez ao ano elas precisam passar como profissionais”.


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