Com a intensificação das chuvas de verão, o Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae) de São Bento do Sul voltou a alertar a população sobre as ligações irregulares de água da chuva na rede de esgoto, prática proibida por lei e que pode gerar multas de até R$ 2 mil. Segundo a autarquia, o problema afeta diretamente o funcionamento do sistema e provoca transtornos à comunidade, como o extravasamento de esgoto nas ruas, mau cheiro e riscos à saúde pública.
De acordo com o diretor do Samae, Osvalcir Peters, a autarquia tem utilizado tecnologia para identificar irregularidades por meio da inserção de câmeras na rede coletora. A iniciativa integra o programa “Se Liga na Rede”, desenvolvido a pedido do Ministério Público. “Estamos com uma tecnologia para identificar eventuais conexões de rede de água de chuvas irregulares na rede de esgoto. Estamos verificando também situações onde a pessoa tem a disponibilidade de conexão e ainda não conectou na rede. Usamos a tecnologia à nosso favor”, explicou. Mais de 11,8 mil residências já foram vistoriadas, e cerca de 47% apresentaram algum tipo de irregularidade, recebendo prazo de até 180 dias para regularização.
Após o vencimento do prazo, equipes do Samae retornam aos imóveis notificados para verificar se as adequações foram realizadas. Caso contrário, o morador pode ser multado conforme decreto municipal de 2004, com valores que variam entre R$ 700 e R$ 2 mil. Segundo o diretor de operações do sistema de esgoto sanitário, Paulo Schwirkowski, as redes não são dimensionadas para receber grandes volumes de água da chuva.
O Samae reforça que o objetivo principal é orientar e conscientizar a população, e não apenas aplicar penalidades. Além das multas, casos de descumprimento podem ser encaminhados à Vigilância Sanitária por se tratar de uma questão de saúde pública. A autarquia também orienta sobre medidas preventivas, como o uso correto da caixa de gordura, e informa que está investindo na modernização da frota e na limpeza constante da rede.



