A Câmara de Vereadores de São Bento do Sul aprovou, na noite desta terça-feira (7), o recebimento de uma representação protocolada pelo prefeito Antonio Tomazini (PL) contra o presidente do Legislativo, Gilmar Pollum (PL). O documento, que agora segue para análise da Comissão de Ética da Casa, motivou pronunciamentos sobre o papel da fiscalização parlamentar e o desgaste da imagem institucional da Câmara perante a comunidade. A comissão responsável por conduzir o processo será composta pelos vereadores Luiz Neri Pereira (PL), Terezinha Dybas (PSD) e Cátia Friedrich (PSD).
Com 21 páginas, a representação é extensa, mas aborda questões como suposta quebra de decoro e atos de improbidade na condução da Câmara. Ao utilizar a tribuna, Gilmar Pollum classificou a denúncia como uma “manobra política” e uma tentativa de silenciamento diante de sua atuação na fiscalização de contratos e projetos do Poder Executivo.
O presidente afirmou estar com a consciência tranquila e ressaltou que defendeu a abertura do procedimento para que os fatos sejam devidamente esclarecidos, argumentando que quem confia no próprio trabalho não teme investigações. Segundo Pollum, a representação tenta transformar o dever de fiscalizar em suposta quebra de decoro, mas garantiu que manterá sua postura de independência na condução dos trabalhos legislativos.
O vereador Rodrigo Vargas (PP) justificou seu voto favorável ao acolhimento da denúncia como uma medida de transparência, citando que o procedimento é o caminho adequado para que as partes apresentem defesa e os fatos sejam esclarecidos de forma limpa.
Em linha semelhante, Luiz Neri Pereira, o Magrão, manifestou preocupação com a percepção da população sobre o Legislativo. De volta à Casa após período na Secretaria de Obras, Magrão defendeu a necessidade de uma reorganização interna para evitar que embates pessoais sobreponham-se às funções de legislar e cuidar da comunidade, criticando o excesso de denúncias que chegam aos órgãos de controle sem a devida fundamentação técnica.
Integrante da Comissão de Ética, a vereadora Terezinha Dybas optou por não comentar o mérito da representação para evitar suspeição durante o julgamento, mas registrou que a situação é lamentável e contraria a expectativa dos eleitores.
Já a vereadora Cátia Friedrich lamentou o tempo e a energia que processos dessa natureza consomem da estrutura parlamentar e técnica da Prefeitura e da Câmara. Ela defendeu que o foco deve ser o trabalho nos bairros e sugeriu que falhas na comunicação entre os poderes contribuem para o cenário de instabilidade política.






