Gerenciado provisoriamente pelo Consórcio Quiriri, o Circuito das Araucárias passa por um momento que não condiz com sua importância. Responsável pela empresa que até outubro fazia este gerenciamento, Cleiton Dias continua recebendo ligações telefônicas e mensagens – inclusive aos finais de semana – de cicloturistas e familiares destes, à procura de informações e relatando problemas no atrativo que engloba São Bento do Sul, Rio Negrinho, Campo Alegre e Corupá.
Conforme ele explica, como muitas pessoas têm o número da empresa, acabam fazendo contato para solicitar informações e pedir auxílio durante as pedaladas. Segundo Cleiton, recentemente, cicloturistas até tentaram entrar em contato com o consórcio, mas, como ninguém atendeu, eles ficaram desamparados. Em uma situação específica, o familiar de um visitante telefonou para Cleiton se mostrando desesperado porque não conseguia contatar o cicloturista.
Destacando que a situação “é inaceitável”, Cleiton lembra que o gerenciamento envolve uma série de questões, como prestar apoio direta e indiretamente aos visitantes, fazer o check-in dos cicloturistas, manter o trabalho junto às empresas parceiras, fazer a manutenção das placas de orientação, administrar os pontos de carimbo, emitir os certificados a quem conclui o circuito, etc. De acordo com ele, dois meses antes do vencimento do contrato, o Consórcio Quiriri foi orientado a se preparar para não deixar o circuito em situação complicada.
Reconhecimento
Lançado em 2012, o Circuito de Cicloturismo das Araucárias foi apontado pela conceituada revista “Go Outside” como um dos 15 melhores roteiros mundiais. “Ou seja, o circuito é conhecido em nível nacional e internacional”, diz Cleiton. Principal produto turístico da região, o circuito tem 270 quilômetros divididos pelos quatro municípios, movimentando uma série de estabelecimentos, em segmentos como alimentação, hospedagem, agências turísticas, lojas e oficinas de bicicletas, etc.
Sem resposta
Recentemente, o secretário executivo do consórcio, Silon Flores de Souza Júnior, explicou que, “após algumas adequações”, uma nova licitação será lançada para definir o gerenciamento do circuito. Contudo, ao ser contatado por A Gazeta por conta dos problemas citados nesta reportagem, ele não respondeu aos questionamentos. O espaço segue à disposição para esclarecimentos.





