O novo diretor da Companhia de Habitação (Cohab) de Santa Catarina, Ricardo Moritz, conversou com A Gazeta sobre a situação das famílias que ocupam área da estatal, no bairro Colonial, autodenominando a invasão como “residencial Alto da Glória”. Em setembro, o líder dos ocupantes de dois terrenos na área, Juvenal Gonçalves, havia anunciado que a Cohab teria aceitado vender o imóvel para os moradores, parcelando em 20 anos o pagamento dos lotes. Porém, conforme Moritz, a situação não é bem assim.
Moritz explicou que argumentou sobre a possibilidade de vender o terreno para os moradores. “Discuti junto do prefeito se havia possibilidade da Prefeitura atuar junto ao problema no sentido da questão da regularização fundiária, além da construção de ruas, sistema de esgoto e energia, e também tinha a questão ambiental. Isso eu conversei com o prefeito na sede da Cohab”, revelou.
Outro ponto citado por Moritz, é que em algumas reuniões com os moradores, foi dito que eles queriam a terra deles, e estariam dispostos a pagar. “Foi onde pensamos na possibilidade de vender o imóvel de forma organizada. Nesse sentido, pedimos para que eles formassem uma associação de moradores, que ficou pronta somente no final deste ano e pedimos para que a associação entrasse no processo, pedindo mais prazo. Agora estamos na fase de verificação de documentos para proceder a venda”, explicou.
Sendo assim, Moritz explicou que ficou combinado sobre a possibilidade de realizar um financiamento para a associação, a qual ficará responsável de fazer o rateio dos valores aos condôminos, assim como instituir regras para coibir a inadimplência. Por fim, o liquidante da Cohab explicou que no âmbito judicial, as partes estão tentando negociar sobre as condições de compra e venda dos imóveis, bem como as questões ambientais, entre outras que englobam a questão.



