A vice-presidente da Câmara, Cátia Friedrich (PSD), usou a tribuna livre para anunciar oficialmente seu desembarque do grupo político governista. A parlamentar comunicou sua saída do grupo de mensagens da coligação, justificando que não encontrava espaço para participação efetiva e vinha enfrentando deboches e desdém nos bastidores por parte de alas da base aliada. Embora tenha feito ressalvas positivas ao trabalho do Executivo, Cátia também comentou sobre o isolamento do poder local: “Muita gente fica do lado do prefeito por causa dos cargos, mas amigos de verdade ele tem poucos”, afirmou.
Ao declarar independência em relação a amarras partidárias e criticar o que chamou de bipolaridade política e perseguição velada a quem dialoga fora da bolha, a vereadora também abordou a relação entre integrantes da base do governo. O desgaste na relação institucional entre o Executivo e o Legislativo também esteve presente no pronunciamento da vice-presidente da Mesa.
A vereadora revelou ter solicitado por sucessivas vezes a criação de um canal oficial e unificado de transmissão de dados técnicos entre a Prefeitura e os dez vereadores da Casa, evitando desencontros de versões e retrabalho nas secretarias, o que, segundo ela, poderia ter amenizado até mesmo a situação da Estrada Cruzeiro.
Perseguição ao PSD
Cátia afirmou existir um “radar de perseguição às cegas” direcionado especificamente a lideranças do seu partido, o PSD. A parlamentar elencou episódios que classificou como ataques contínuos contra secretários municipais da sigla e relembrou o isolamento que, segundo ela, teria sido imposto à ex-vereadora Terezinha Dybas ao anunciar sua candidatura a deputada federal.
Ao classificar a sucessão de denúncias e conflitos internos como “politicagem rasa”, Cátia advertiu que a ausência de diálogo e os conflitos dentro da própria coligação podem levar ao rompimento.





