A morte de um bebê de 10 meses reacendeu as discussões sobre um caso que aconteceu em julho de 2025 em Canoinhas. José Alfredo de Campos estava entre os 11 recém-nascidos que receberam, por engano, soro antiofídico no lugar da vacina contra hepatite B na maternidade do Hospital Santa Cruz. O menino morreu nesta semana em Joinville e, após o óbito, familiares passaram a questionar se existe alguma relação entre a morte e o erro ocorrido logo após o nascimento.
Em nota, o Hospital Santa Cruz informou que a causa da morte foi bronquiolite provocada pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR) e afirmou que, até o momento, não há evidências que indiquem ligação entre o óbito e a aplicação equivocada do medicamento ocorrida em 2025.
A família, porém, afirma que aguarda os resultados de exames e da perícia para esclarecer completamente as circunstâncias da morte. Segundo relatos dos familiares, José Alfredo apresentava problemas de saúde frequentes desde os primeiros meses de vida e costumava adoecer com frequência.
O caso remete ao episódio ocorrido entre os dias 9 e 11 de julho de 2025, quando 11 recém-nascidos receberam doses de soro antibotrópico, utilizado em casos de acidentes com serpentes, no lugar da vacina contra hepatite B. Na época, o Hospital Santa Cruz informou que cada bebê recebeu 0,5 ml do medicamento, quantidade considerada muito inferior à utilizada em tratamentos para picadas de cobra.
Na época, o hospital informou que cada bebê recebeu 0,5 ml do medicamento, quantidade considerada muito inferior à utilizada em tratamentos para picadas de cobra. As crianças foram acompanhadas por equipes médicas e, conforme divulgado à época, não apresentaram reações graves relacionadas à aplicação.
O episódio motivou a abertura de uma investigação pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), além de sindicância interna do hospital e acompanhamento da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive-SC). Entre os pontos apurados estavam as circunstâncias que levaram à troca dos medicamentos e os protocolos adotados pela unidade.
Enquanto o hospital sustenta que não há indícios de relação entre o erro e a morte da criança, a família aguarda a conclusão das análises periciais e dos exames complementares que poderão trazer mais esclarecimentos sobre o caso.
Com informações do portal OCP News.



