A ex-vereadora de São Bento do Sul e atual suplente Terezinha Dybas (PSD) disputa uma cadeira na Câmara dos Deputados com a proposta de recuperar a presença do Planalto Norte em Brasília. Em visitas a empresas, comunidades e famílias, a candidata aponta saúde, rodovias, regionalização de serviços e destinação de recursos como as principais demandas que tem ouvido.
Terezinha afirma encontrar uma região que deseja ser ouvida e que, em sua avaliação, perdeu espaço político nos últimos anos. Segundo ela, o Planalto Norte está há 12 anos sem um deputado federal da região. A candidata sustenta que um parlamentar próximo das demandas locais facilitaria a articulação por recursos e investimentos.
Nesta reta final da campanha, ela busca aliar a experiência no Legislativo municipal ao contato com as comunidades para defender a representação de São Bento do Sul, Rio Negrinho, Campo Alegre e dos demais municípios do Planalto Norte.
Rodovias e saúde
Entre as reivindicações das empresas, as rodovias ocupam lugar de destaque. Terezinha reconhece que a duplicação das principais ligações rodoviárias é complexa e depende de questões ambientais, técnicas e orçamentárias. Por isso, defende acelerar a implantação de terceiras faixas nos pontos em que houver viabilidade. A medida, segundo ela, poderia responder mais rapidamente aos problemas de tráfego e escoamento da produção, sem retirar da pauta as futuras duplicações.
Nas casas visitadas, o assunto mais frequente é saúde. A candidata relata ter encontrado famílias que esperam há anos por consultas especializadas e cirurgias. Segundo ela, a situação afeta tanto os pacientes quanto toda a estrutura familiar. Uma de suas propostas é atualizar a tabela do SUS. Terezinha sustenta que a defasagem dos valores dificulta a atração de profissionais para determinados atendimentos. Também defende uma regionalização mais eficiente das especialidades médicas.
A ideia é aproximar os serviços dos municípios do interior para evitar que pacientes percorram centenas de quilômetros em busca de consultas e procedimentos que, na avaliação da candidata, poderiam ser oferecidos na região. Ela propõe, inclusive, atendimentos periódicos, com especialistas permanecendo alguns dias em determinadas localidades, conforme a demanda.
Emprego e renda
Terezinha afirma ter ouvido relatos sobre empresas reduzindo o quadro de funcionários, estabelecimentos encerrando atividades e famílias pressionadas pelo aumento do custo de vida. Na avaliação dela, as dificuldades econômicas também têm reflexos na saúde mental. Durante as visitas, diz ter encontrado pessoas desanimadas e preocupadas com a capacidade de sustentar suas famílias.
O espaço das mulheres nos parlamentos também está entre os temas da campanha. Terezinha afirma não ter encontrado resistência ao seu nome pelo fato de ser mulher. Para ela, a presença feminina, ao lado da masculina, amplia perspectivas e contribui para as decisões legislativas. A descrença na política, por outro lado, aparece como um dos obstáculos relatados pela candidata. Ela diz ter encontrado eleitores que cogitam não votar ou anular o voto diante dos sucessivos episódios que abalam a confiança nas instituições.
Sua resposta tem sido um apelo à participação. Terezinha argumenta que, independentemente da escolha de cada eleitor, as cadeiras do Congresso Nacional serão ocupadas. Por isso, defende que o cidadão participe e escolha representantes em quem confie.





