Existem alguns tipos de fatores de risco que podem aumentar as chances de desenvolvimento do câncer de mama, tornando essencial o entendimento e conscientização sobre tais aspectos.
Segundo a médica especializada em mastologia Daniela Avila Nesello, a idade é um dos principais fatores de risco para essa doença. “Com o passar dos anos, esse processo de envelhecimento vai gerar mais erros nas células e pode favorecer o câncer de mama. A mulher, a partir dos 50 anos, começa a aumentar seu risco de câncer. Outros fatores relacionados: aquela mulher que teve a menstruação mais precoce, abaixo dos 12 anos, que entrou na menopausa mais tarde, depois dos 55 anos, que não amamentou e aquela que não engravidou, esses são fatores de risco”, disse.
Existem também, os fatores modificáveis, como obesidade, sobrepeso, tabagismo, alcoolismo, alimentação e o sedentarismo. Quanto aos casos hereditários, representam de 5% a 10% do total de casos.
“A paciente que teve uma vó com câncer, a mãe que teve câncer de mama, essa paciente pode ser uma de alto risco para ter o desenvolvimento do câncer. Ela precisa ter os cuidados um pouco a mais, precisa fazer os exames de rastreamento mais antecipados. O ideal é que procure um especialista para fazer a avaliação do seu risco”, enfatizou a mastologista.
A apresentação mais comum deste nódulo, segundo Daniela, é o caroço palpável na mama. “Geralmente é um nódulo mais firme, que não consegue movimentar na mama. Mas temos outras formas que podem se apresentar, como saída de secreção no mamilo, que sai espontaneamente numa cor bem clarinha ou até sanguinolenta. Geralmente sai só de uma mama. Outra é quando tem alteração no mamilo, tem coceira, com passar do tempo evolui pra uma ulceração e até perda da anatomia do mamilo. Além disso, temos outra manifestação, não muito comum, mas tem a mama toda avermelhada, como uma inflamação. Essa mama também precisa ser avaliada”, explica a médica.
Positivei! E agora?
É importante que a paciente que teve o diagnóstico positivo para o câncer de mama, que saiba que a doença possui tratamento e que a medicina está avançado bastante nesta área.
“Hoje, temos cada vez mais tratamentos modernos e essa paciente precisa ter uma rede de apoio. Precisamos procurar redes que façam esse apoio, como a Rede Feminina, as campanhas, vários grupos para apoiar essa mulher a passar por esse tratamento. É um tratamento prolongado, então importante o apoio da família, amigos e outras pacientes que já estiveram em outras situações, compartilhar informações e experiências. Isso sempre acaba amenizando a dor. Com certeza ela precisa desse apoio”, disse Daniela.
Por fim, a médica volta a frisar a importância do diagnóstico rápido da doença. “Não podemos comparar o câncer de uma paciente com o de outra, existem tipos de tumores diferentes e com respostas diferentes. Não tenha medo, vamos cuidar melhor dessa paciente. Quanto mais precoce o diagnóstico, maiores nossas chances de cura”, concluiu a médica.
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