Elson Otto, presidente da Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (FACISC), esteve em Campo Alegre para a abertura da 26ª Festa Estadual da Ovelha. Em entrevista ao Jornal A Gazeta, ele fez uma leitura otimista do momento econômico do município e do Estado. Segundo ele, os números locais colocam Campo Alegre como referência em geração de empregos formais, renda e ambiente favorável aos negócios.
Otto destacou que Campo Alegre apresenta um dos melhores índices de emprego com carteira assinada de Santa Catarina. De acordo com os dados citados por ele, 46% da população do município possui vínculo formal de trabalho, percentual bem superior à média catarinense, de 32%, e muito acima da média nacional, de 22%.
Para o presidente da FACISC, esse resultado revela um mercado de trabalho aquecido e relativamente protegido da informalidade, algo que nem todos os municípios conseguem alcançar. “Campo Alegre é um exemplo de como a combinação entre poder público organizado e iniciativa privada forte gera oportunidades reais para a população”, avaliou.
Empresas e a renda local
Outro indicador que chama a atenção é a renda per capita. Segundo Otto, cada morador de Campo Alegre dispõe, em média, de mais de R$ 72 mil por ano, valor superior tanto à média de Santa Catarina, em torno de R$ 61 mil, quanto à média brasileira, que gira em torno de R$ 55 mil.
Esse desempenho, diz, está diretamente ligado à força do empreendedorismo local. O município conta com 1.678 empresas ativas, representadas por CNPJs distribuídos entre indústria, comércio, serviços, agronegócio, turismo e gastronomia. “Esses números mostram claramente o dinamismo do setor produtivo campo-alegrense. É uma economia diversificada, que não depende de um único segmento”, ressaltou Otto.
Confira a análise completa, com turismo, cenário político e impactos econômicos, na edição impressa desta terça-feira (17).



