Campanha em Rio Negrinho busca apoio para reformar casa de moradora com paralisia cerebral

Comunidade busca apoio para reformar casa onde ela vive com a tia, no bairro Cruzeiro

• Atualizado 4 meses atrás.

Raquel vive em uma casa simples com a tia e o tio (Foto: Divulgação)

A trajetória de Raquel Xavier, 31 anos, moradora do bairro Cruzeiro, em Rio Negrinho, mobilizou a comunidade em uma campanha que busca arrecadar materiais para reformar a casa onde ela vive com a família. Diagnosticada com paralisia cerebral e deficiência física desde a infância, Raquel superou inúmeras barreiras até conseguir aprender a ler e escrever, resultado de um trabalho conjunto desenvolvido pela Escola Professora Marta Tavares.

Nos primeiros anos escolares, Raquel frequentava as aulas sem conseguir acompanhar o ritmo da turma. “Eu tinha vergonha de contar para a professora que não sabia ler nem escrever”, relembra. A mudança ocorreu quando ela foi transferida para a Escola Marta Tavares, onde a equipe pedagógica identificou suas dificuldades e decidiu agir.

A diretora Clecy Linzmeyer, à época professora recém-chegada à unidade, conta que o grupo adaptou turmas e intensificou o apoio pedagógico. “Tínhamos quatro alunas especiais e a Raquel era uma delas. Adaptamos as turmas, trabalhamos com professores de apoio e passamos a alfabetizá-la. Era tudo feito com muito cuidado, dentro das possibilidades, e deu certo”, diz.

Com aulas individualizadas, Raquel avançou passo a passo. “Meu primeiro livro foi um infantil chamado Rápido Como Um Gafanhoto. Quando consegui ler, meus colegas bateram palmas. Foi o dia mais feliz da minha vida”, recorda. Além do incentivo da escola, pessoas próximas estimularam Raquel a ler a Bíblia e a persistir. Hoje, ela publica vídeos nas redes sociais com mensagens de fé e superação e planeja continuar os estudos, sonhando até em cursar uma universidade.

Apoio além da sala de aula
A diretora lembra que o apoio à estudante ultrapassou a alfabetização. A escola auxiliou com encaminhamentos médicos e acompanhou o desenvolvimento de Raquel em diversas áreas. “Ela se superou. Tem uma percepção social muito grande. Escreve com dificuldade, mas escreve muito bem. Está até fazendo um livro sobre sua história”, afirma.

Mesmo após concluir o ensino fundamental, Raquel continua próxima da escola. “Ela vem conversar, desabafar. Sempre respondo, porque sei que ela precisa de atenção. Ela é muito carinhosa”, diz Clecy.

Raquel vive com a tia, o tio e três crianças em uma casa na Rua Fernando Tureck, no bairro Cruzeiro. O imóvel apresenta condições precárias, piso com tábuas soltas, banheiro sem reforma, paredes de chapas e parte da estrutura inacabada. O acesso íngreme dificulta ainda mais sua locomoção, mesmo com as sessões de fisioterapia.

A situação sensibilizou novamente a diretora. “Há alguns anos, quando fizemos uma campanha de alimentos e fomos levar até a casa dela, vimos que a estrutura era muito ruim. Então resolvemos buscar ajuda”, conta. A iniciativa cresceu e hoje envolve a Escola Marta Tavares, o Rotary Club Rio Negrinho Cimo, o Lions Clube e voluntários. O grupo busca arrecadar materiais como tijolos, areia, cimento e outros itens para iniciar o mutirão de reforma.

Como ajudar
Quem quiser colaborar com a campanha pode entrar em contato com Clecy pelo WhatsApp, no número (47) 98418-5068, ou contribuir via Pix pela chave 47999546940, cadastrada no nome de Rosenilda Borges. O grupo já tem uma lista dos materiais necessários para a reforma.

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