O caminhoneiro Junior dos Santos, de 46 anos, estava em busca de uma oportunidade de emprego em Joinville, quando encontrou uma suposta vaga para motorista no Facebook Marketplace. Após receber um link e preencher um cadastro, ele percebeu que havia sido vítima de um golpe.
Poucos minutos depois de inserir os dados, o celular de Junior apagou e começou a reiniciar repetidamente. Enquanto o aparelho estava travado, o caminhoneiro ouviu os sons de movimentações financeiras. Ao conseguir acessar o celular novamente, descobriu que os criminosos haviam realizado diversas transferências via Pix.
Ao todo, os golpistas movimentaram R$ 1.858 da conta de Junior. Uma tentativa de transferência de R$ 5 mil também foi identificada, mas acabou bloqueada pelo banco. Além dos Pix, os criminosos fizeram uma compra de bitcoin e contrataram um empréstimo de R$ 1,2 mil, dividido em seis parcelas de pouco mais de R$ 200. Junior ainda tenta cancelar as parcelas.
O dinheiro utilizado pelos criminosos estava em uma conta onde o caminhoneiro guardava parte do salário para construir a própria casa. “Era um valor para a construção da nossa casa”, contou.
Falsa vaga de emprego
O golpe aconteceu na terça-feira (25), depois que a esposa de Junior encontrou uma suposta oportunidade de trabalho no Facebook Marketplace. O perfil utilizado pelos criminosos aparentava pertencer a uma empresa verdadeira, e a vaga chamou a atenção da família.
Após o primeiro contato, Junior recebeu um link para realizar um cadastro. Assim que terminou de preencher as informações solicitadas, o celular apagou e começou a reiniciar, dando a impressão de que estava passando por algum tipo de configuração.
Segundo a família, as movimentações envolveram diferentes contas e instituições financeiras, entre elas Santander, Banco do Brasil, PicPay e Bradesco. As tentativas de contestação das transações foram negadas. Um boletim de ocorrência foi registrado, e Junior também conseguiu bloquear a conta, impedindo que uma quantia ainda maior fosse retirada.
Apesar do prejuízo, o caso serviu de alerta para a família. A orientação é que candidatos desconfiem de vagas encontradas nas redes sociais e confirmem diretamente com a empresa antes de fornecer dados pessoais ou acessar links enviados por desconhecidos.
Com informações do portal ND Mais.



