Enquanto alguns jovens já retornaram do intercâmbio trazendo novas experiências e histórias para contar, outros ainda vivem a expectativa do embarque ou começam a descobrir novas culturas pelo mundo. Na segunda reportagem da série sobre intercambistas de São Bento do Sul, diferentes trajetórias mostram como a experiência de viver em outro país vai muito além de uma viagem.
Um sonho que atravessa gerações
Aos 16 anos, Pedro Drozino Hilgenstieler será o próximo intercambista do Rotary Club de São Bento do Sul – Cidade dos Móveis. Em janeiro, ele embarca para a Austrália, onde permanecerá por um ano.
A preparação já começou. Pedro conta que está organizando a rotina escolar antes da viagem e que a ficha de que ficará um ano longe de casa ainda não caiu completamente.
O intercâmbio também dá continuidade a uma história familiar. O pai de Pedro, Jorge Luis Hilgenstieler Júnior, participou de uma das primeiras experiências de intercâmbio do clube, em 1996, quando passou um período na Alemanha.
Desde criança, Pedro cresceu ouvindo as histórias do pai e vendo fotografias, o antigo blazer e cartões-postais guardados daquela época. A família também manteve contato com os anfitriões que receberam Jorge na Alemanha.
“Já desde criança o pai fala e quando eu completei a idade, o pai buscou o Rotary para participar e foi com bastante responsabilidade e zelo para conseguir fazer tudo certinho”, conta Pedro.

Antes de escolher a Austrália, ele chegou a considerar a Alemanha e a Suíça. Como já fala alemão, optou por um destino onde pudesse aprimorar o inglês, idioma que também já conhece.
Pedro ainda não sabe qual família irá recebê-lo, apenas que ficará na região sul da Austrália. Entre as expectativas estão conhecer novas pessoas, descobrir uma cultura diferente e melhorar o inglês. E, claro, ver de perto os famosos cangurus.
“E ser feliz, que é o mais importante. Não será um ano de férias, será um ano de responsabilidades, de participar da escola e de uma cultura diferente”, afirma.
Índia
Enquanto Pedro se prepara para embarcar, Isabela Mariah Viliczinski, de 17 anos, já vive os primeiros meses da experiência. A são-bentense deixou a cidade no fim de julho para passar um ano na Índia pelo programa de intercâmbio do Rotary Club de São Bento do Sul – Serra Alta.
A escolha do país veio do desejo de conhecer uma realidade muito diferente da que conhecia em São Bento do Sul.
“Como eu nasci e cresci em São Bento, que é uma cidade pequena, sempre tive muita curiosidade de conhecer o mundo de outras perspectivas e sempre quis ver tudo com meus próprios olhos, sabe? O intercâmbio é um sonho que eu tenho desde criança”, conta.
A rotina já é diferente da que tinha no Brasil. Isabela começou as aulas recentemente e permanece na escola das 8h30 às 14h30, chegando em casa por volta das 15h15. Entre as descobertas, está também a diversidade linguística do país.
A Índia possui 22 idiomas oficiais e as línguas predominantes variam de acordo com o Estado. Onde Isabela está, ela convive principalmente com pessoas que falam gujarati, hindi e inglês.
A jovem também encontrou uma realidade marcada por contrastes. Ao mesmo tempo em que se deparou com situações de pobreza, conheceu lugares que considera bonitos e passou a experimentar a culinária local.
“Não é como a maioria das pessoas imagina. Aqui tem muita pobreza, mas também tem lugares muito lindos. A comida é muito boa e superapimentada. E as pessoas são todas carismáticas”, conta Isabela.






